Mau humor tem explicação

Pessoas irascíveis possuem uma área cerebral hiperactiva

13 fevereiro 2002
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É abalado por ataques súbitos de má disposição? De um momento para o outro, e com qualquer pormenor, fica sem paciência e irrita-se? «Desanca» verbalmente em qualquer pessoa, sem que existam argumentos válidos e graves para tal? Tem sentimentos infantis, do tipo, “o mundo é mau” e “ninguém gosta de mim”?
 

 

Pois é, estes sentimentos podem ser enquadrados em casos de depressão, mas um grupo de cientistas ingleses acreditam ter descoberto por que razão algumas pessoas estão sempre de mau humor.
 

 

É que, segundo os investigadores, as pessoas com maior tendência à irritação possuem uma área hiperactiva no cérebro.
 

 

Exames aos cérebros de pessoas saudáveis mostraram que quem esteve mal-humorado recentemente sofreu um aumento da actividade na região cerebral denominada de córtex pré-frontal ventromedial.
 

 

Mais actividade
 

 

Do conjunto de pessoas analisadas, aqueles que demonstraram maior irritação, ansiedade ou nervosismo tiveram um fluxo maior de sangue no córtex pré-frontal. "Isso faz sentido porque os resultados dos estudos em animais mostram que essa região do cérebro controla os batimentos cardíacos, a respiração, os níveis de acidez do estômago, o suor e funções autónomas que têm uma relação próxima com o humor", explicou David Zald, psicólogo responsável pelo estudo.
 

 

Zald, investigador da Universidade Vanderbilt , em Nashville (EUA), afirma que ainda não está claro se a actividade cerebral provoca o mau humor ou se esta situação acontece ao contrário.
 

 

A área do cérebro estudada pelos cientistas, que fica a menos de cinco centímetros atrás do olho direito em pessoas destras, já foi relacionada às emoções em outros estudos.
 

 

Os investigadores da Universidade de Vanderbilt fizeram dois estudos com um total de 89 pessoas e utilizaram uma nova técnica de tomografia computadorizada para medir os níveis de actividade do cérebro.
 

 

Posteriormente, os cientistas analisaram as imagens dos cérebros dos voluntários que estavam sentados tranquilamente quando foram submetidos aos exames.
 

 

Como acréscimo, os investigadores também aplicaram questionários para medir o humor das pessoas examinadas da maneira mais objectiva possível.
 

 

O estudo procurou investigar o humor dos voluntários no momento dos exames e durante o mês anterior. Esta descoberta pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos contra a depressão.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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