Maternidade Alfredo da Costa em ruptura

Recém-nascidos internados correm riscos, alerta o director do Serviço de Pediatria

17 janeiro 2003
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O equipamento da Unidade de Cuidados Intensivos da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, está à beira da ruptura, refere a edição desta sexta-feira do jornal «Público». Alguns dos monitores cárdio-respiratórios e de apneia a que estão ligados os bebés que necessitam de vigilância permanente já não oferecem segurança. Se não forem urgentemente substituídos, a vida de muitos recém-nascidos poderá, brevemente, ficar em risco, aponta o mesmo jornal.
 

 

Na Unidade de Cuidados Intensivos para Recém-Nascidos da Maternidade Alfredo da Costa, a maior do país, entram, anualmente, cerca de 400 bebés, a maioria prematuros, vindos de todo o território nacional.
 

 

Em declarações ao jornal, o director do Serviço de Pediatria, António Marques Valido, afirma que, desde o ano passado, tem alertado a administração da maternidade para a situação, mas sem resultados. Entretanto, continuam a suceder episódios preocupantes: «Recentemente, um dos monitores monitores registava valores normais, embora o bebé estivesse em paragem cárdio-respiratória. Felizmente, o problema foi detectado e o bebé não morreu».
 

 

Marques Valido diz já ter escrito cinco cartas à administração da maternidade, alertando os responsáveis para a situação. Na última delas, dirigida ao administrador Leonel Rodrigues, no dia 9 de Janeiro, escreveu: «Reafirmamos uma vez mais a total impossibilidade de manter a vigilância terapêutica cárdiorespiratória dos recém-nascidos internados nas unidades de cuidados intensivos e especiais (cuidados intermédios e berçário) ao mesmo nível , declinando toda a responsabilidade pelo aumento de morbilidade e eventualmente de mortalidade que venha a ocorrer nesses doentes».
 

 

A esta carta o médico pediatra juntou uma lista de «necessidades urgentíssimas», no que respeita a equipamentos, entre os quais se incluem monitores cárdio-respiratórios para os cuidados intensivos e de apneia para os cuidados intermédios e para o berçário; de «necessidades urgentes e imediatas», em que se integram aquecedores de berços; e outro equipamento também considerado necessário, embora sem o mesmo carácter de urgência.
 

 

Fonte: Público
 

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