Material natural funciona como suporte de células cardíacas

Estudo publicado na revista “Biomacromolecules”

06 fevereiro 2014
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Investigadores portugueses descobriram um material de origem natural que funciona como suporte de células cardíacas, podendo ser utilizado no âmbito dos danos celulares decorrentes de um enfarte agudo do miocárdio, revela um estudo publicado na revista “Biomacromolecules”.
 

"A ideia é colocar um material com células no sítio que está danificado [por enfarte do miocárdio] e recuperar aquele tecido", revelou à agência Lusa a investigadora da Universidade do Minho, Ana Martins.
 

"Desenvolvemos um material à base de quitosano, um material natural, com carbono, com o objetivo de cultivar células cardíacas para que elas sobrevivam pelo maior tempo possível", disse Ana Martins, acrescentando que se "concluiu que as células de rato, após terem sido cultivadas neste material, foram capazes de sobreviver por 14 dias sem estímulo elétrico".
 

O trabalho realizado em colaboração com investigadores da Universidade da Columbia, nos EUA demonstrou também que o material desenvolvido não é tóxico.
 

O próximo passo é testar o material e o procedimento "num modelo “in vivo” de enfarte agudo do miocárdio", acrescentou a investigadora.
 

O coração tem uma particularidade relativamente a outros órgãos. As células têm de se contrair, para permitir o batimento cardíaco, e passar corrente elétrica.
 

Assim, o material que vai receber e consolidar as células "tem de ser ao mesmo tempo resistente e elástico, conduzir a corrente elétrica, e não ser tóxico" disse a investigadora, realçando que "reunir essas condições todas é difícil".
 

Após terem testado vários materiais condutivos, o melhor resultado foi obtido com o carbono, que foi adicionado ao quitosano, que é habitualmente extraído de cascas de crustáceos, como o caranguejo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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