Mastectomia preventiva não diminui os riscos de desenvolvimento de cancro

Estudo realizado pelo Erasmus Medical Centre

06 abril 2010
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A remoção de uma mama após a outra ter sido alvo de tratamento devido a cancro da mama não aumenta a probabilidade de as mulheres que têm mutações genéticas ficarem livres da doença ou de viverem mais, revela um estudo que irá ser apresentado no European Breast Cancer Conference.

 

As mulheres portadoras de mutações genéticas em determinados genes, nomeadamente no BRCA1 ou BRCA2, têm um risco aumentado de desenvolvimento de cancro da mama. Algumas mulheres optam por retirar as suas mamas como medida preventiva, a chamada “mastectomia preventiva”, mesmo que um diagnóstico de cancro ainda não tenha sido estabelecido.

 

Para este estudo, os investigadores do Erasmus Medical Centre, em Roterdão, Holanda, contaram com a participação de 390 mulheres que tinham a mutação e que tinham desenvolvido cancro numa das mamas. Como medida preventiva, 138 dessas mulheres retiraram o restante tecido mamário.

 

O estudo revelou que a recorrência e a taxa de sobrevivência dos dois grupos foram semelhantes.

 

Em comunicado enviado à imprensa, uma das investigadoras, Annette Heemskerk-Gerritsen, revelou que espera que “os resultados obtidos forneçam informação adicional para melhorar o aconselhamento das pacientes com cancro da mama, considerando que a única vantagem desta cirurgia radical é a de reduzir o risco de que a mama saudável seja afectada”, não impedindo que apareça um novo tumor. “Até à data, não encontrámos indícios de que remover a mama saudável leve a mulher a ficar livre da doença e a um aumento da esperança de vida”, refere o mesmo comunicado.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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