Marcha rápida pode prolongar a longevidade

Estudo publicado na “British Journal of Sports Medicine”

05 junho 2018
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A prática de marcha rápida foi associada a uma redução no risco de mortalidade em relação a pessoas que caminhavam a um ritmo lento, indicou um estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Emmanuel Stamatakis, do Centro Charles Perkins e Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Sidney, Austrália, em colaboração com a Universidade de Cambridge, Universidade de Edimburgo, Reino Unido, Universidade de Limerick e Universidade de Ulster, Irlanda, o estudo apurou uma redução de 24% no risco de mortalidade em comparação com pessoas que caminhavam a um ritmo lento.
 
A equipa procurou apurar a relação entre o ritmo de marcha e a mortalidade por todas as causas, cardiovascular e por cancro e contaram com dados de 11 sondagens populacionais na Inglaterra e Escócia efetuadas entre 1994 e 2008.
 
Foi pedido aos participantes que relatassem o seu ritmo de marcha, tendo os investigadores efetuado os devidos ajustes relativos a toda a intensidade da atividade física dos participantes, idade, sexo e índice de massa corporal (IMC).
 
Os investigadores verificaram uma diminuição de 24% no risco de morte por doenças cardiovasculares em quem caminhava a um ritmo médio e de 21% em quem caminhava a um ritmo rápido, em relação aos participantes que caminhavam lentamente.
 
Os efeitos protetores foram mais pronunciados nos grupos de faixas etárias mais elevadas. Foi observado que as pessoas com 60 e mais anos de idade que caminhavam a um ritmo médio apresentavam uma redução de 46% no risco de morte por doenças cardiovasculares, percentagem que subiu para os 53% nas pessoas que caminhavam a um ritmo rápido.
 
Não foi encontrada uma diminuição no risco de cancro nos participantes que caminhavam a um ritmo mais rápido.
 
Mediante os resultados, os investigadores consideram que se deve evidenciar o ritmo de marcha nas mensagens de saúde pública. 
 
“Assumindo que os nossos resultados refletem causa e efeito, estas análises sugerem que aumentar o ritmo de marcha poderá ser uma forma simples de as pessoas melhorarem a saúde cardíaca e o risco de mortalidade prematura”, comentou Emmanuel Stamatakis.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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