Maradona viu a morte perto...

Craque do futebol abandonou a clínica sem alta

02 maio 2004
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«Vi a morte perto». Esta foi a afirmação do astro do futebol argentino, Diego Maradona, durante uma entrevista à TV argentina. «El Diez», como é conhecido, disse que foi parar ao hospital, no dia 18 de Abril, porque teve «de tudo». Obeso, com dupla papada, redondo como um balão, Maradona falou com longas pausas, dificuldade de articular as frases. Com voz rouca, agradeceu aos fãs que rezaram por ele nos 12 dias que esteve internado na Clínica Suíço-Argentina e disse que se vai esforçar para melhorar a saúde. Maradona disse que saiu do hospital após assinar um documento. No entanto, a clínica deixou claro que o paciente saiu sem ter alta.  Por isso mesmo, a vida de Diego Maradona ainda corre perigo, já que o risco de ataque cardíaco ainda está latente, segundo um respeitado especialista argentino que foi consultado pelo médico pessoal do ex-jogador. Osvaldo Curci, especialista em toxicologia, disse em declarações ao jornal «Clarín» que Maradona precisa controlar a obesidade, hipertensão e a cardiopatia dilatada, com uma dieta, actividade física moderada e evitando o consumo de drogas e álcool. Curci é director do Centro Nacional de Toxicologia do Hospital Posadas, em Buenos Aires e, segundo ele, foi consultado há uma semana pelo médico pessoal do ex-jogador, Alfredo Cahe. Na opinião do especialista, de imediato é preciso cuidar para que Maradona não entre em uma síndrome de abstinência. Para isso é preciso medicá-lo com antidepressivos e tranquilizantes. Nos dias que passou internado não consumiu drogas nem álcool. É preciso que continue sem consumir e evitar que entre num poço depressivo, do qual será difícil tirá-lo – disse.  Ao referir-se aos próximos passos, Curci disse que também deverá ser receitado a Maradona um complexo de vitaminas para que a abstinência da cocaína e álcool não resulte em consequências neurológicas. Para o especialista, se cumprir o tratamento, Maradona poderá recuperar-se entre 60 a 90 dias. Diego Maradona deixou o hospital na semana passada, depois de 18 dias de internamento devido a uma severa crise cardíaca e pulmonar que o manteve nos cuidados intensivos.  Segundo a imprensa argentina, o ex-jogador discutiu com as suas filhas e com a sua ex-mulher, Claudia Villafañe, por causa da sua intenção, depois concretizada, de deixar a clínica, cuja direcção exigiu a assinatura de um documento para se isentar de responsabilidades. No comunicado da clínica, os médicos que cuidaram de Maradona expressaram a sua satisfação com os progressos no estado de saúde do ex-jogador e sugeriram que continuasse o tratamento a que foi submetido, mas, em nenhum momento foi mencionando a alta. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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