Máquinas de troca de seringas é uma questão a avaliar

Ministro da Saúde mostra-se cauteloso

28 abril 2003
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O ministro da Saúde mostrou-se segunda-feira cauteloso relativamente à instalação de máquinas automáticas de troca de seringas nas ruas, defendida pelo director do Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT) das Taipas, referindo ser «uma questão a avaliar».
 

 

Em declarações aos jornalistas após a sua intervenção no XVI Encontro das Taipas, que ontem se iniciou em Lisboa, Luís Filipe Pereira acentuou que não tem «nada contra» se a medida «constituir uma forma de tornar mais acessíveis as seringas».
 

 

Porém, o governante fez questão de sublinhar que «Portugal dispõe de um estrutura de distribuição [de seringas] implantada em todo o terreno e com bons resultados».
 

 

A instalação de máquinas automáticas de troca de seringas nos acessos aos bairros de consumo de drogas injectáveis, ou em locais de grande circulação de pessoas, foi defendida pelo director do CAT das Taipas, Luís Patrício, como mais uma arma para reduzir riscos e evitar o contágio de doenças entre os utilizadores de drogas injectáveis, como a heroína ou a cocaína.
 

 

Quanto à renovação do kit entregue aos toxicodependentes no âmbito do programa de troca de seringas «Diz não a uma seringa em segunda mão», que Luís Patrício tem igualmente defendido, o ministro da Saúde deixou claro que não lhe foi ainda apresentada qualquer proposta nesse sentido.
 

 

Mas frisou estar «disponível» para aceitar alterações - nomeadamente adicionar uma colher - ao kit entregue aos consumidores de droga sempre que estes entreguem uma seringa já utilizada.
 

 

Fonte: Lusa
 

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