Manual explica urticária a profissionais

Alergologistas portugueses lançam livro sobre “Urticária - Imunopatologia, clínica e terapêutica”

19 junho 2001
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“Urticária - Imunopatologia, clínica e terapêutica”, um livro de Celso Pereira, assistente de imunoalergologia nos Hospitais da Universidade de Coimbra, foi ontem à noite apresentado em Lisboa.
 

 

Nesta publicação está reunida um vasto conjunto de informação importante sobre o assunto, “facto que até hoje ainda não tinha sido feito em Portugal”, referiu Rosado Pinto, professor e Director de Imunoalergologia do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa. Ao todo são 32 os investigadores que participaram na elaboração deste manual.
 

 

Embora a urticária seja um problema frequente, o diagnóstico e tratamentos ainda não acompanham o conhecimento actual. Esta foi a principal razão pela qual Celso Pereira, e um vasto conjunto de alergologistas portugueses por ele liderado, se lançou na procura de respostas mais eficazes.
 

 

Dirigido aos profissionais médicos, este livro pretende reunir e sistematizar o conhecimento actual sobre urticária, nomeadamente imunobiologia, células e mediadores implicados. Aspectos clínicos, fisiopatologia, abordagem diagnóstica e farmacoteratêutica são também apresentados neste manual, que nesta primeira fase só disponibilizará 12 mil exemplares.
 

 

“É mais fácil escrever sobre o assunto que tratar na clínica os doentes”, confidenciou, durante a apresentação do manual, Graça Castel-Branco, Presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.
 

 

A apresentação do livre teve lugar no restaurante DelRio, na marina do Parque das Nações, e contou com a presença de dezenas de profissionais da área, bem como com Germano de Sousa, Bastonário da Ordem dos Médicos.
 

 

Estima-se que cerca de 80 por cento da população apreste, em qualquer momento da sua vida, um episódio de urticária. No entanto, 60 por cento dos casos são crónicos.
 

 

Esta doença de pele pode esconder outras bem mais perigosas. Alergias, doenças reumáticas e até mesmo tumorais podem estar associadas a sintomas de urticária.
 

 

A urticária crónica é mais frequente no sexo feminino, em especial durante os 30 a 40 anos. A duração dos surtos de lesões é muito variável, mas alguns estudos revelam que 50 por cento dos doentes persistem com manifestações clínicas seis meses após o primeiro episódio. Em cerca de 20 por cento dos indivíduos, os sintomas podem estender-se até 10 anos.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

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