Manual de alimentação vegetariana em idade escolar

Iniciativa da Direção-Geral da Saúde

08 abril 2016
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Esta semana a Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou um manual sobre a alimentação vegetariana em idade escolar, sobre os cuidados essenciais a ter com crianças e adolescentes que seguem este padrão alimentar, de forma a não comprometer o seu crescimento.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, o “Manual Alimentação Vegetariana em idade Escolar” foi desenvolvido no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável e foi publicado na página da DGS.
 

Segundo a DGS, esta ferramenta tem como objetivo divulgar os cuidados base essenciais a ter na adoção de um padrão alimentar vegetariano por parte de famílias onde existam crianças em idade escolar, riscos e vantagens.
 

O manual foi elaborado por uma equipa multidisciplinar que inclui pediatras e nutricionistas com experiência na área, que indicam que é possível produzir refeições vegetarianas muito diversificadas recorrendo a produtos vegetais nacionais, sazonais e de proximidade, muitos deles enquadrados na tradição mediterrânica e, simultaneamente, promovendo a agricultura nacional e os seus produtos vegetais de qualidade.
 

No ano passado a DGS já tinha lançado o manual “Linhas de Orientação para uma Alimentação Vegetariana Saudável”. No entanto, o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça, referiu à agência Lusa que a necessidade de fazer uma distinção por idades prende-se com o facto de os jovens, por estarem em desenvolvimento, terem necessidades nutricionais diferentes dos adultos, que podem ficar comprometidas se seguirem uma alimentação vegetariana mal feita.
 

“São conhecidas todas as necessidades nutricionais para a área pediátrica. A dieta vegetariana bem planeada pode ser indicada para todos os ciclos de vida, mas decidimos fazer este manual porque há necessidades acrescidas de nutrientes”, disse o responsável.
 

A ingestão diária de ferro é inferior em 80% face a não vegetarianos, tal como as necessidades de zinco estão aumentadas em 50%, explicou, frisando a necessidade de os profissionais de saúde que seguem estas crianças terem cuidados adicionais.
Estes jovens, principalmente os vegetarianos puros, que não comem ovos nem lacticínios, precisam também de suplementação em cálcio e vitamina B12.
 

“O que fizemos foi também pela necessidade de serem os profissionais a acompanhar as famílias e não serem as famílias a quererem fazer sozinhas, até porque o crescimento das crianças vai ser definido pela adequação da dieta, pelo que um profissional de saúde pode verificar se a alimentação está a ser adequada ao desenvolvimento da criança”, explicou.
Pedro Graça referiu que há cada vez mais escolas a querer oferecer refeições vegetarianas, “até para dar resposta a algumas comunidades [de vegetarianos] mais representadas em algumas regiões”, para quem este manual pode ser uma boa ajuda.
 

No entanto, destacou que “se uma escola quiser adotar este tipo de refeições na sua cantina, [como uma alternativa aos pratos diários de carne ou peixe] terá que ter apoio técnico e profissionais habilitados”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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