Manter batimentos cardíacos abaixo dos 70 reduz risco de enfarte em doentes com angina

Estudo apresentado na Sociedade Europeia de Cardiologia

02 setembro 2009
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Manter a frequência cardíaca abaixo dos 70 batimentos por minuto (bpm) pode reduzir em 42% o número de enfartes agudo do miocárdio em doentes com angina, revela um estudo apresentado esta semana no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que decorre em Barcelona, Espanha.

 

O estudo “Beautiful”, divulgado pela agência Lusa, envolveu 11 mil doentes de 33 países, entre os quais Portugal, que participou com cerca de 60 doentes de hospitais de Coimbra, Lisboa, Porto, Santarém, Braga, Elvas, Açores e Leiria.

 

O estudo revelou igualmente que os doentes com uma frequência cardíaca em repouso igual ou superior a 70 bpm viram diminuído, com a ajuda de medicamentos, o risco de hospitalização causada por enfarte agudo do miocárdio. Da mesma forma, a taxa de revascularização (intervenção cirúrgica para melhorar a circulação) destes doentes diminuiu em mais de metade.

 

A investigação, que analisou um subgrupo de doentes (1.507) com angina limitante, avança que o uso da substância activa ivabradina reduziu em cerca de 24% a morte por doença cardiovascular, o enfarte agudo do miocárdio e a insuficiência cardíaca. As hospitalizações por enfarte do miocárdio, fatal ou não fatal, foram também reduzidas em 42%.

 

Este benefício foi ainda maior em doentes com angina com uma frequência cardíaca igual ou superior a 70 bpm, que viram reduzido o risco de enfarte agudo do miocárdio em cerca de 73%.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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