Manipulação de nicotina dos cigarros aumenta vício e vendas

Tabaqueiras norte-americanas suspeitas da prática

30 julho 2003
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Um estudo publicado nos Estados Unidos conclui que a nicotina de algumas marcas de cigarros é mais forte do que a de outras, lançando a suspeita de que a indústria mistura deliberadamente o tabaco para aumentar a dependência.
 

 

Investigadores de uma universidade de Oregon analisaram o fumo de 11 marcas de cigarros para detectar uma forma específica de nicotina chamada «base livre», que passa rapidamente para a corrente sanguínea ao ser inalada.
 

No topo da lista ficou a marca American Spiri, seguida pela francesa Gauloises Brunes, indica o estudo dirigido pelo químico James F. Pankow, da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon.
 

 

A forma «base livre» da nicotina ocorre naturalmente, mas algumas variedades de tabaco contêm mais do que outras. O estudo reforça suspeitas anteriores de que os fabricantes de cigarros misturam variedades de tabaco para manipular a potência da nicotina e aumentar as vendas, como afirmam alguns críticos.
 

 

Em resposta, a indústria tabaqueira sempre tem afirmado que mistura tabaco apenas para melhorar o sabor, não para aumentar a potência da nicotina.
 

 

Um porta-voz da R.J. Reynolds, fabricante dos cigarros American Spirit, escusou-se hoje a comentar este estudo por não o ter ainda lido.
 

 

Os níveis de ácido da nicotina determinam em grande parte a rapidez com que ela é absorvida. A nicotina «base livre» é muito menos ácida do que outras formas do alcalóide e chega por isso ao cérebro mais rapidamente. O estudo foi publicado na edição electrónica da revista norte- americana Chemical Research in Toxicology.
 

 

Fonte: Lusa
 

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