Mamografias e citologias são realizadas com frequência pelos portugueses

Saúde oral e sangue oculto nas fezes abaixo do recomendado

01 junho 2016
  |  Partilhar:

Os portugueses fazem com a devida frequência mamografias e citologias, mas com menos frequência do que o recomendado consultas de saúde oral e pesquisas de sangue oculto nas fezes, segundo os resultados do primeiro Inquérito Nacional de Saúde com exame físico (INSEF).
 

O estudo representativo da população portuguesa analisou o estado da saúde dos portugueses, mas também os seus comportamentos preventivos.
 

“Na população feminina, entre os 50 e os 69 anos de idade, observou-se uma elevada prevalência de realização de mamografia nos dois anos anteriores à entrevista, estimada em 94,8%. Contudo, o exame não é feito com a mesma frequência em todo o país, a região Centro apresenta a prevalência mais elevada enquanto a região do Algarve a mais baixa.
 

Relativamente à citologia cervico-vaginal, este exame foi realizado nos três anos anteriores à entrevista por 86,3% da população feminina entre os 25 e os 64 anos de idade, enquanto 9,8% o terá realizado há mais de cinco anos, ou nunca o realizou.
 

“As percentagens mais elevadas de realização deste exame nos três anos anteriores observaram-se entre os 35 e os 44 anos (90,8%), na região Norte (91,7%), nas mulheres com ensino superior (88,2%) e naquelas com trabalho remunerado (88,7%), e as menores (77,0%) entre os 55 e os 64 anos de idade, grupo no qual 17,4% das mulheres nunca terá realizado este exame ou o terá realizado há mais de cinco anos, na região autónoma dos Açores, Alentejo e na Região Autónoma da Madeira, com respetivamente 22,1%, 16,1% e 16,0%”.
 

Os autores do estudo referem que, na população-alvo com médico de família atribuído, 87,3% tinha realizado citologia cervico-vaginal nos três anos anteriores, valor significativamente superior ao da população-alvo sem médico de família atribuído (79,9%).
 

Quanto à pesquisa de sangue oculto nas fezes nos dois anos anteriores à entrevista, esta foi a que registou “as menores estimativas a nível nacional (45,7%), valor muito próximo ao estimado para a população que nunca realizou este exame na sua vida (44,2%)”.
 

No que diz respeito à saúde oral, nos 12 meses anteriores à entrevista, pouco mais de metade da população estudada consultou um profissional desta área oral, com maior frequência na população feminina. O motivo mais frequente foi a consulta de rotina (43,1%) e o tratamento de emergência (39,4%).
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.