Mamografia beneficia mulheres com mais de 75 anos

Estudo publicado na revista “Radiology”

07 agosto 2014
  |  Partilhar:

As mamografias também apresentam benefícios para as mulheres com mais de 75 anos de idade, permitindo a deteção do cancro da mama em estádios precoces e reduzindo consequentemente a taxa dos cancros mais avançados e de difícil tratamento, sugere ume estudo publicado na revista “Radiology”.
 

A utilidade das mamografias nas mulheres mais idosas tem sido algo de intenso debate nos últimos anos. A Sociedade Americana do Cancro defende a realização de mamografias anuais para as mulheres com 75 anos sempre que se encontrem de bom estado de saúde. Contudo, o Grupo de Trabalho dos Serviços Preventivos dos EUA (USPSTF, sigla em inglês) não recomenda a realização de mamografias para as mulheres desta faixa etária, uma vez que não há evidências suficientes que apoiem a sua realização.
 

Foi neste contexto que os investigadores do Instituto Sueco do Cancro, nos EUA, decidiram analisar o impacto das mamografias em mais de 1.600 pacientes com mais de 75 anos.
 

O estudo apurou que a maioria das mamografias detetou casos nos estádios iniciais da doença, enquanto as mulheres que não tinham sido submetidas a este procedimento foram diagnosticadas, pelos médicos, com cancro da mama num estádio mais avançado.
 

Os investigadores constataram ainda que a deteção do cancro através da mamografia foi associada a uma taxa de sobrevivência de 97% do cancro invasivo em cinco anos, comparativamente com uma taxa de 87% conseguida através da deteção realizada pelo médico ou paciente.
 

A principal autora do estudo, Judith A. Malmgren, refere que estes resultados demonstraram que a mamografia reduziu em 10% o risco de as mulheres morrerem deste tipo de cancro após cinco anos.
 

Os investigadores esperam que este estudo ajude as mulheres e os médicos a tomarem decisões mais informadas, conduzindo em última análise a taxas de mortalidade mais baixas. “A sobrevivência do cancro da mama nas mulheres mais jovens tem aumentado bastante nos últimos 20 anos. No entanto, estas melhorias não se têm observado nas mulheres de idade mais avançada”, conclui Judith A. Malmgren.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.