Mamas: para quê?

A evolução dos seios femininos

11 abril 2001
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A evolução dos seios femininos humanos tem sido tema de grande discussão entre os evolucionistas.
 

 

A sua forma, única entre os primatas, levanta questões acerca da sua função: porque são tão pronunciados e desenvolvidos em relação, por exemplo, aos seios dos nossos “primos” mais próximos – os chimpanzés?
 

 

Uma antropologista da University College em Londres, Reino Unido, a Dra. Gillian Bentley, propôs uma nova teoria explicativa da evolução das seios, contrária à mais aceite actualmente.
 

 

Ela diz que, “em parte devido à obsessão com os seios como um objecto sexual, há grandes falhas no nosso conhecimento em relação à forma como eles realmente funcionam“, referindo-se à teoria mais comummente aceite que afirma que os seios, uma vez que não se desenvolvem até à puberdade, servem para atrair um macho e fazer com que ele cuide da mulher e dos seus filhos. Segundo esta teoria, as mulheres com os seios mais desenvolvidos têm maiores probabilidades de arranjar companheiro e de produzir maior número de descendentes.
 

 

Esta teoria porém não satisfazia a Dra. Bentley, por um lado porque este fascínio masculino pelos seios não é universal. Ela explica que em muitas culturas, onde os seios estão sempre a nu, estes não têm grande poder erótico.
 

 

A teoria alternativa ocorreu a esta senhora precisamente enquanto amamentava a sua filha. Ela reparou que, se o seu seio não fosse saliente, o nariz da bebé espalmava-se contra o peito e ela podia sufocar. Se, ao longo da evolução, muitos bebés morriam com dificuldades em se amamentar, a forma dos seios foi, sem dúvida, um factor selectivo.
 

 

A maioria dos bebés primatas não correm este risco de sufocar uma vez que têm a face projectada para a frente e não espalmada como a nossa.
 

 

Assim, e segundo esta teoria, ocorreu uma co-evolução da face e dos seios da mulher: à medida que a cara ia ficando mais plana, os seios ficavam mais salientes. Tem certa lógica...
 

 

Adaptado por
 

Helder Cunha Pereira
 

MNI – Médicos Na Internet
 

 

Fonte: New Scientist

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