Malha sintética poderá reforçar a zona pélvica no pós-parto

Estudo publicado no “The New England Journal of Medicine”

14 julho 2011
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Uma cirurgia de prolapso do órgão pélvico em que se utilizou uma malha sintética pode ser mais eficaz do que a cirurgia tradicional, sugere um estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo, Suécia, e publicado no “The New England Journal of Medicine”.

 

As vantagens estão, segundo os cientistas, principalmente relacionadas com a reparação da anatomia genital e uma maior eficácia no alívio dos sintomas, embora haja um maior risco de complicações.

 

O prolapso é um problema que afecta frequentemente as mulheres após o parto e consiste na perda de força na vagina e órgãos pélvicos, que perdem suporte e nalguns casos, avultam através da abertura vaginal.

 

Nos últimos anos tem-se observado que a cirurgia de prolapso tradicional muitas vezes falha em alcançar os resultados desejados. Na Suécia, estima-se que se realizam entre sete mil a oito mil intervenções cirúrgicas por ano e nos EUA, cerca de 300 mil procedimentos por ano.

 

Este estudo comparou a cirurgia de prolapso tradicional com um novo método baseado na implantação cirúrgica de uma rede de polipropileno que oferece suporte permanente ao tecido pélvico enfraquecido. Este tipo de rede é usado por rotina noutras intervenções cirúrgicas, tais como hérnias ou incontinência.

 

Para a investigação, os cientistas contaram com um total de 389 mulheres com prolapso pélvico, das quais 200 foram aleatoriamente submetidas a cirurgia com rede, enquanto as outras foram operadas do modo convencional.

 

Os resultados do estudo mostraram que a cirurgia com rede reduziu o risco de recaída e conduziu as pacientes a uma melhoria significativa nos sintomas do prolapso. No entanto, observou-se que o implante de malha causou complicações adicionais durante a cirurgia, assim como vários casos de problemas relacionados com a malha até um ano depois da cirurgia.

 

Falconer destacou que este estudo é também importante porque confirma um novo princípio de tratamento e estabelece o uso de um suporte vaginal permanente como método alternativo de cirurgia de prolapso. No entanto, realçou, em comunicado, serem necessários novos estudos de modo a que se reduza o risco de complicações e também para identificar a que pacientes este método poderá trazer maiores benefícios.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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