Malformações congénitas mais comuns na reprodução assistida

Estudo publicado no "Fertility and Sterility"

30 novembro 2009
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Os bebés que são concebidos por reprodução medicamente assistida têm uma taxa mais elevada de malformações congénitas do que os que nascem de parto natural, revela um estudo publicado na revista “Fertility and Sterility”.

 

Para este estudo, os investigadores do Ottawa Hospital, em Ontário, Canadá, analisaram o nascimento de 43.462 bebés que tinham sido concebidos naturalmente, 298 bebés cujas mães tinham tomado fármacos para induzir a ovulação, 173 bebés concebidos através da inseminação intra-uterina (isto é, introdução dos espermatozóides purificados na cavidade uterina) e 319 bebés concebidos por fertilização in vitro.

 

O estudo revelou que foi diagnosticada, no útero materno ou após o parto, uma malformação congénita grave a 2,91% dos bebés concebidos através de uma técnica medicamente assistida e a 1,86% dos bebés que foram concebidos naturalmente.

 

As crianças concebidas por reprodução medicamente assistida tinham também uma probabilidade maior de terem malformações congénitas no sistema gastrointestinal, cardiovascular, muscular ou esquelético. No entanto, o risco de desenvolvimento de defeitos a nível do tubo neuronal, como espinha bífida, ou de defeitos faciais, como fenda palatina, não era maior nestas crianças.

 

Após terem analisado separadamente as técnicas medicamente assistidas, os investigadores constataram que tinham graves malformações congénitas 2,25% das crianças nascidas após a indução da ovulação, 2,89% das nascidas por inseminação intra-uterina e 3,45% daquelas concebidos por fertilização in vitro. No entanto, os investigadores referem que estes resultados não são estatisticamente significativos.

 

O estudo revelou ainda que a idade média das mães que tinham concebido naturalmente era de 29 anos, de 32 anos para as mulheres que induziram a ovulação, de 34 anos para aquelas que se submeteram a inseminação intra-uterina e de 35 anos para as que foram submetidas à fertilização in vitro.

 

Os autores do estudo revelaram que é cientificamente possível que os bebés nascidos por reprodução medicamente assistida tenham um elevado risco de malformações congénitas "dadas as intervenções utilizadas nestes tratamentos". Um factor que pode ter tido influência nos resultados obtidos é a idade da mãe ou do pai. Os autores concluem assim, que são "necessários mais estudos para apurar o efeitos de cada técnica".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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