Malária: vacina experimental protege até um ano

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

12 maio 2016
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Uma vacina experimental contra a malária protegeu adultos da infeção durante mais de um ano, revela um estudo publicado na revista “Nature Medicine”.
 

“Estes resultados são muito importantes. A malária tem um efeito muito devastador nas crianças, especialmente em África. Esta vacina tem potencial de ajudar os viajantes, militares e crianças em zonas em que a malária é endémica”, referiu, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Kirsten E. Lyke.
 

Nos ensaios clínicos de fase 1 foi utilizada a vacina PfSPZ, desenvolvida e produzida pela farmacêutica Sanaria Inc., com apoio do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infeciosas, dos EUA.
 

Em colaboração com os investigadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infeciosas, os investigadores da Universidade de Maryland, nos EUA, expuseram um pequeno número de adultos saudáveis ao parasita Plasmodium falciparum (P. falciparum), num ambiente controlado.
 

O parasita é transmitido aos humanos através da picada de mosquitos infetadas. A vacina PfSPZ consiste no P. falciparum vivo, mas atenuado, na forma inicial do desenvolvimento do parasita.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que a vacina funcionava até três semanas após a imunização. Neste estudo, os investigadores decidiram analisar os efeitos a longo prazo. O ensaio incluiu a participação de 101 adultos saudáveis com idades compreendidas entre 18 e 45 anos, que nunca tinham tido malária. Destes, 59 receberam a vacina e 32 não foram vacinados. Os indivíduos que receberam a vacina foram divididos em grupos para avaliar variáveis como dose, número de imunizações ou via de administração.
 

Os participantes foram expostos aos mosquitos infetados pela mesma estirpe do P. falciparum utilizada na vacina. Foram recolhidas amostras de sangue dos voluntários para medição do nível de infeção e evidências de proteção.
 

O estudo apurou que a administração intravenosa fornece uma melhor proteção do que a injeção intramuscular, tanto a curto como a longo prazo. Verificou-se que a vacina protegeu até um ano mais de metade (55%) dos voluntários. Nestes indivíduos, para além de a vacina ter protegido contra a infeção, também impediu a transmissão da doença.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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