Malária: sinais de resistência aos tratamentos

Estudo publicado no “Malaria Journal”

30 abril 2012
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O parasita mais mortífero da malária em África revelou resistência a um dos medicamentos mais fortes disponíveis no mercado, revela um estudo no “Malaria Journal”, que alerta para o risco de perda de eficácia dos tratamentos.

 

Neste estudo, os investigadores da University of London, no Reino Unido, observaram, em laboratório, a resistência do parasita Plasmodium falciparum ao arteméter (fármaco antimalárico) em análises sanguíneas realizadas a 11 dos 28 pacientes infetados com este parasita. A eficácia do fármaco foi, em média, reduzida para metade.

 

Os investigadores explicam que a resistência ao tratamento foi causada por mutações genéticas no parasita. “Apesar do arteméter ser ainda eficaz, os resultados deste estudo confirmam os nossos receios de que o para sita está a sofrer mutações no sentido de desenvolver resistência aos fármacos. Esta resistência poder-se-á, eventualmente, tornar num problema devastador em África. Infelizmente a maioria das pessoas infetadas por este parasita não têm condições financeiras para poder suportar os tratamentos alternativos. Assim, a descoberta de novos fármacos torna-se crucial.

 

O parasita Plasmodium falciparum é responsável por 90% das mortes por malária. E a África subsariana regista 90% das mortes por malária ocorridas anualmente em todo o mundo.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 655 mil pessoas morreram em 2010 por malária, que é a quinta principal causa de morte nos países subdesenvolvidos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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