Malária: novo fármaco desenvolvido

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

20 julho 2015
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Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu um fármaco que, apenas com uma única dose, poderá tratar a malária e também funcionar como tratamento preventivo, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 

O novo fármaco denominado DSM265 mata o parasita da malária, Plasmodium, resistente aos fármacos tanto no sangue e fígado. O fármaco que tem por alvo a capacidade de o parasita se replicar demonstrou, em modelos pré-clínicos, ser bem tolerado e eficaz.
 

A malária é uma doença altamente infeciosa, transmitida por um mosquito que mata por ano cerca de 600 mil pessoas em todo o mundo, principalmente crianças menores de cinco anos residentes na África subsaariana.
 

Atualmente, os tratamentos antimaláricos são terapias combinadas à base de artemisinina, ou ACT, que ajudam a reduzir a carga da doença. No entanto, têm surgido estirpes do parasita da malária resistentes aos ACT na Tailândia, Camboja, Vietname, Mianmar e Laos.
 

"O problema é que estamos a começar a ver mais resistência aos fármacos. O parasita é muito bom em adaptar-se e a resistência aos fármacos é algo inevitável. O que podemos fazer é utilizar novos medicamentos com diferentes modos de ação e resguardar a longevidade dos antimaláricos através da combinação de outros fármacos”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Margaret Phillips.
 

De forma a tentar combater a resistência, o DSM265 irá ser utilizado com outro fármaco, funcionando como terapia combinada. Uma outra opção é desenvolver o DSM65 como uma terapia semanal preventiva para os indivíduos que viajem para regiões onde a malária é endémica ou para as pessoas que vivem em aéreas onde as infeções por malária são sazonais e a imunidade da população é baixa. Contudo, Margaret Phillips refere que estes cenários ainda estão um pouco longe e dependentes dos resultados dos futuros ensaios.
 

O estudo concluiu que o DSM265 parece ser bem tolerado em testes não humanos. Foram estabelecidos os níveis de doses ótimas e o tempo de duração de eficácia nos modelos pré-clínicos para estimar a dosagem nos humanos, abrindo caminho para os ensaios clínicos.
 

O primeiro ensaio clínico foi um estudo de segurança na Austrália, seguido de um estudo de eficácia em curso no Peru para avaliar a capacidade para tratar pacientes com malária. Estão a ser planeados mais ensaios em humanos, incluindo um para testar os fármacos enquanto medicina preventiva.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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