Malária: investigadores portugueses investigam formas de adaptação dos parasitas

Estudo financiando pelo European Research Council

13 setembro 2012
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Investigadores portugueses vão estudar a forma como o parasita da malária se adapta ao estado nutricional do ser humano para sobreviver. Esta investigação, que será financiada por uma bolsa atribuída pelo European Research Council, poderá conduzir ao desenvolvimento de novos fármacos capazes de eliminar este parasita.


"Recebemos um financiamento de 1,5 milhões de euros, para cinco anos, para estudar como é que parasitas, incluindo o da malária, se adaptam ao nosso estado nutricional", revelou à agência Lusa a coordenadora do projeto a decorrer no Instituto de Medicina Molecular, Maria Mota.


Os nutrientes são "altamente necessários" e os seres humanos têm capacidade de adaptar-se quando há mais ou menos alimento para poder sobreviver. Os investigadores questionaram se estes parasitas também têm essa capacidade ou necessidade de adaptar-se ao estado nutricional do hospedeiro, ou do ser humano, em que estão instalados.


A questão que surgiu a estes investigadores foi se estes parasitas também têm essa capacidade ou necessidade de adaptar-se ao estado nutricional do hospedeiro, ou do ser humano, em que estão instalados.


Maria Mota explicou que os resultados preliminares "mostraram que sim, que os parasitas, estes causadores de doenças graves como a malária, têm a necessidade e a capacidade de sentir qual o estado nutricional do hospedeiro e de se adaptarem a ele".


"Propusemos ao CEI estudar, desvendar quais os mecanismos através dos quais estes parasitas são capazes de detetar o estado nutricional do hospedeiro e se adaptarem", disse.


A investigadora referiu que o facto "é extremamente relevante": "[Se] compreendermos como isto acontece, se cortarmos esta comunicação, o parasita não vai ter essa capacidade e, provavelmente, não se consegue adaptar e acaba por não sobreviver dentro do hospedeiro".


Por outro lado, "se compreendermos os mecanismos que usa para sobreviver, podemos intervir diretamente e desenhar fármacos, etc., para matarmos o parasita à fome", salientou.


"Aquilo de que nos alimentamos todos os dias influencia imenso a forma como o parasita se adapta, ou não, dentro de nós", recordou Maria Mota.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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