Malária: falta de fundos põe em risco progressos alcançados

Relatório Mundial sobre Malária de 2012

19 dezembro 2012
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Os esforços realizados na primeira década deste século para combater a malária nos países endémicos permitiu salvar milhões de vidas, mas a diminuição dos fundos para prevenção pode pôr em risco todos os progressos já alcançados.
 

O Relatório Mundial sobre Malária de 2012 que foi produzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) dá assim o alerta após ter analisado os 104 países considerados endémicos e em que figuram todos os países de língua oficial portuguesa, à exceção de Portugal.
 

O relatório estima que, em 2010, ocorreram 219 milhões de casos que mataram cerca de 660 mil pessoas, na maioria crianças com menos de cinco anos. O relatório alerta que a diminuição dos fundos para combater a doença, depois de anos promissores, poderá pôr em risco as metas preconizadas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a OMS estima que, entre 2011 e 2020, serão necessários cerca de 3.900 milhões de euros para combater com sucesso a endemia em 99 países, valor bastante distante do conseguido em 2011, que se situou em 1.770 milhões de euros.
 

"Tal significa que milhões de pessoas que residem em áreas endémicas vão continuar a não ter acesso a prevenção, testes de despiste e tratamento da malária. Os esforços para prevenir a emergência e o aumento da resistência do parasita aos medicamentos antipalúdicos e a resistência do mosquito aos inseticidas estão também em risco devido à falta de fundos", lê-se no documento da OMS.
 

Segundo o relatório, o total de testes de diagnóstico à malária aumentou de 88 milhões em 2010 para 155 milhões em 2011, enquanto o tratamento recomendado pela OMS, à base de terapias combinadas de artemisina, aumentou de 181 milhões há dois anos para 278 milhões no ano passado.
 

A OMS alerta, por outro lado, para a necessidade de se evoluir no controlo da malária, salientando que os meios de vigilância apenas detetam um décimo do número global estimado, inviabilizando a obtenção de dados fiáveis em pelo menos 41 países de todo o mundo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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