Malária: descoberto gene do parasita implicado na resistência a fármaco

Estudo publicado na “BMC Genomics”

03 novembro 2010
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Investigadores internacionais, liderados pelo português Pedro Cravo, descobriram o primeiro gene que permite ao parasita causador da malária resistir ao tratamento mais eficaz que actualmente existe contra esta doença, o fármaco artemisinina, dá conta um estudo publicado na “BMC Genomics” o qual foi referido numa notícia avançada pelo jornal “Público”.

 

Devido à diversidade genética e à má utilização dos medicamentos, o Plasmodium já desenvolveu resistência a todos os outros antimaláricos. A artemisinina, um fármaco inicialmente extraído da planta Artemisia annua, e que agora é um derivado sintético, tem apresentado alguns casos de resistência nos últimos dois anos.

 

O geneticista Pedro Cravo, do Centro de Malária e Outras Doenças Tropicais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa, revelou ao jornal Público que os casos de resistência ainda são raros. "Não é um problema de saúde pública, mas apareceram os primeiros casos no final de 2008, no Sudoeste asiático, na fronteira entre a Tailândia e o Camboja".

 

No entanto, segundo adiantou o cientista ao mesmo jornal, a investigação em curso, pretende ” descobrir os genes que determinam a resistência à artemisinina antes de ela ser bastante comum, para conseguir aplicar estratégias precoces que evitem que a resistência se desenvolva".

 

Assim, através da utilização de novas tecnologias de sequenciação dos genomas, a equipa liderada por este investigador português conseguiu identificar num modelo animal da malária, entre os cinco mil genes do parasita, um, cujas mutações permitem ao agente patogénico criar a resistência contra os derivados da artemisinina.

 

Os investigadores pretendem agora verificar se nos parasitas que infectaram seres humanos, e que resistiram aos tratamentos, também está envolvido o mesmo gene. Na opinião dos investigadores, a identificação deste gene pode ser utilizada não só para ajudar no combate à resistência à artemisinina como também na produção de fármacos mais eficazes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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