Malária: acesso livre à biblioteca de fármacos

Novas ferramenta de combate à doença poderão surgir

25 janeiro 2010
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A GlaxoSmithKline (GSK), uma das maiores empresas farmacêuticas mundiais, vai autorizar o livre acesso aos componentes químicos de milhares de fármacos que poderão ajudar na cura da malária, revelou o jornal britânico "The Guardian".

 

De acordo com a responsável pela unidade de malária em Portugal, esta disponibilização dos químicos pelo laboratório que está a estudar a vacina contra a malária é extremamente positiva pois permitirá encontrar novas ferramentas para o combate à infecção por este parasita.

 

"É bom que façam isso, que haja cada vez mais este objectivo de distribuir os resultados pela comunidade científica, para conhecer as drogas que atacam a malária, quais as partes do parasita que atacam", afirmou Maria Mota à agência Lusa.

 

De acordo com a investigadora portuguesa, a GSK está a testar a única vacina que existe contra a malária, tendo investigado mais de um milhão de drogas e descoberto as 13.500 "mais significativas" no combate à doença, que vão agora ser divulgadas.

 

"Trata-se no fundo de moléculas químicas que estão em biblioteca e que ninguém sabe o que fazem. Conhecendo-as e podendo estudá-las, o conhecimento científico vai aumentar imenso", revelou Maria Mota.

 

De acordo como "The Guardian", o responsável máximo da farmacêutica, Andrew Witty, vai defender que as companhias multinacionais partilhem a sua responsabilidade social com a necessidade de obter benefícios para os seus accionistas e ganhar a confiança da sociedade.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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