Mal da montanha: ibuprofeno reduz risco

Estudo publicado nos “Annals of Emergency Medicine”

23 março 2012
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O ibuprofeno reduz a incidência do mal da montanha ou de altitude, sugere um estudo publicado nos “Annals of Emergency Medicine”.

 

O mal da montanha, caracterizado por dores de cabeça, tonturas, fraqueza, cansaço, falta de apetite e vómitos, atinge os indivíduos que viajam para locais de elevada altitude. Este novo estudo, liderado por Grant Lipman, dá conta que o ibuprofeno, um anti-inflamatório que é frequentemente utilizado como analgésico, pode ajudar a evitar esta condição.

 

Estes resultados têm particular importância para os indivíduos que planeiam despender uma semana em locais de elevada altitude. De acordo com Grant Lipman a toma de “ibuprofeno poderá ser uma forma de evitar o mal da montanha num número significativo de pessoas que viajam todos os anos para zonas de elevada altitude”.

 

Neste estudo, os investigadores da Stanford University School of Medicine, nos EUA, contaram com a participação de 58 homens e 28 mulheres que pernoitaram a uma altitude de 1.250 metros, aos quais foi dado ibuprofeno ou um placebo, às oito horas da manhã, antes de iniciarem a sua caminhada até aos 3.560 metros de altitude. Quando atingiram este patamar de altitude foi-lhes administrado novamente, às duas da tarde, ibuprofeno antes de subirem até aos 3.831 metros, onde tomaram a terceira dose do fármaco, às oito da noite.

 

O estudo apurou que 43% dos participantes que tomaram ibuprofeno apresentaram sintomas do mal da montanha, em comparação com os 69% dos participantes que não tomaram o medicamento. O que significa que a toma de ibuprofeno diminui a incidência da doença em cerca de 26%.

 

Os investigadores também constataram que, em comparação com os indivíduos que tomaram o placebo, os que tomaram ibuprofeno apresentavam sintomas menos severos, apesar de esta redução não ser estatisticamente significativa.

 

A elevadas altitudes, a diminuição da pressão atmosférica provoca a expansão das moléculas do ar, fazendo com que a quantidade de ar inspirado contenha menos moléculas de oxigénio. No entanto ainda não se sabe ao certo quais são os mecanismos fisiológicos que conduzem ao mal da montanha. Alguns investigadores sugerem que esta condição ocorre devido à falta de oxigénio que causa maior acumulação de fluidos no cérebro.

 

Existem outros medicamentos que conseguem prevenir o mal da montanha mas a sua toma está associada à hiperglicemia, supressão adrenal, delírio, depressão, insónia e mania. Assim, na opinião dos autores do estudo o ibuprofeno pode ser pode ser um medicamento bastante apelativo para os indivíduos que viajam até grandes altitudes.

 

Os investigadores concluem que tomar mais de 600mg de ibuprofeno pode ter um efeito mais forte na prevenção, mas estes ”efeitos têm que ser pesados contra a possibilidade do aumento do risco de desenvolvimento de problemas gastrointestinais e de rins, em pessoas que podem estar desidratadas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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