Mais um passo para a cura da malária

Cientistas descobrem funcionamento do parasita

18 abril 2005
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Cientistas australianos anunciaram terem dado um passo em frente na compreensão do funcionamento do parasita da malária que poderá salvar milhões de vidas.
 

 

Após seis anos de investigação no Instituto Walter e Eliza Hall de Melbourne, os cientistas dizem ter descoberto o modo como o parasita «plasmodium falciparum» consegue camuflar-se para evitar ser identificado pelo sistema imunitário do homem.
 

 

Já se sabia desde 1966 que o parasita escapa ao sistema imunitário, depondo uma proteína na superfície dos glóbulos vermelhos infectados que os torna indetectáveis.
 

 

Esta equipa de investigadores australianos, dirigida por Alan Cowman e Brendan Crabb, especialistas em biologia molecular, descobriu que o parasita utiliza 60 sistemas de dissimulação durante uma espécie de jogo das escondidas fatal para o homem.
 

 

Logo que o sistema imunitário consegue identificar uma proteína e começa a desenvolver anticorpos, o vírus desenvolve uma nova forma de proteína. «Se for possível descobrir o que leva o parasita a mudar os genes para se dissimular, então o corpo poderá identificar todas essas variações e o sistema imunitário poderá controlar a infecção», declarou Alan Cowman, sublinhando que muitos trabalhos estão ainda por concluir.
 

 

A malária mata anualmente quase 2,7 milhões de pessoas, 75 por cento das quais são crianças africanas.
 

 

Fonte: Lusa
 

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