Mais um passo no caminho para a vacina contra o cancro
30 novembro 2002
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Investigadores austríacos deram um passo importante no desenvolvimento de uma "vacina contra o cancro", recolhendo células dos próprios pacientes e utilizando-as para activar o sistema imunológico contra o tumor maligno.
 

 

Segundo fontes da Clínica Universitária de Innsbruck, a equipa liderada pelos urologistas Martin Thurnher e Lorenz Hoeltl desenvolveu uma nova forma de terapia de imunização baseada nas células dendriticas, leucócitos que protegem o organismo contra os agentes patogénicos.
 

 

As células dendriticas obtidas do sangue do paciente são misturadas em laboratório com moléculas específicas dos tumores, como peptidos e antígenos, que se apresentam exclusivamente ou de forma mais evidente no tecido maligno.
 

 

A partir daqui é produzida uma mistura de células que deve incentivar o sistema imunológico do corpo para que este forme os linfócitos T citotóxicos, que detectam as células cancerígenas e as destroem.
 

 

Aos pacientes afectados foram-lhes administradas três vacinas com intervalos de um mês.
 

 

As células dendriticas ainda inactivas criadas em cultura são activadas graças a factores inflamatórios e injectadas nos doentes, um passo no qual se tenta encontrar a mistura ajustada às necessidades individuais de forma a potenciar o impacto da vacina, assinalaram os médicos.
 

 

A "vacina contra o cancro", como quarto elemento de uma terapia conjunta com intervenções cirúrgicas, raios X e quimioterapia, tem a vantagem de não ter efeitos secundários, no máximo uns ligeiros sintomas semelhantes aos de uma gripe, explicou Thurnher.
 

 

Além disso, o método pode aplicar-se contra muitas formas de cancro, por exemplo contra tumores renais, nos quais as terapias convencionais não surtem efeito, mas também contra os carcinomas da próstata e melanomas (cancro da pele).
 

 

A equipa publicou agora um relatório sobre os primeiros estudos clínicos, efectuados desde 1997, em 29 pacientes que sofriam de carcinomas renais com metástases e tinham uma expectativa de vida de um ano no máximo.
 

 

Em dois desses pacientes, os tumores foram erradicados por completo depois de lhes ter sido administrada a vacina, num paciente constatou-se uma reacção parcial e outros sete permaneceram pelo menos estáveis.
 

 

Os investigadores acreditam ter uma vantagem de, pelo menos, três anos neste tipo de trabalho relativamente a vários colegas de outros países que se dedicam ao mesmo problema, aspirando desenvolver um medicamento para vacina.
 

 

Fonte: Lusa
 

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