Mais um passo na descoberta da longevidade

Mutação genética pode explicar vida longa

15 outubro 2003
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Investigadores norte-americanos identificaram uma mutação genética associada a uma longevidade excepcional que parece transmitir- se à geração seguinte, revela um estudo publicado numa revista médica.Cientistas do Albert Einstein Medical College de Nova Iorque identificaram uma mutação que afecta uma enzima envolvida na regulação das lipoproteínas, chamada CETP, lê-se na edição do Journal of the American Medical Association.Os centenários têm três vezes mais probabilidades que a população em geral de serem afectadas por esta mutação genética, e os seus descendentes têm duas vezes mais hipóteses que a média de a herdarem.A mutação afecta o tamanho das partículas de lipoproteínas que transportam o colesterol (HDL e LDL, «bom» e «mau») no sangue.Estas partículas são maiores nos centenários do que na população em geral, segundo os investigadores. Por serem maiores, dizem, terão mais dificuldades em entrar nas artérias, onde promovem o desenvolvimento da arteriosclerose, um factor importante na doença cardíaca e nos acidentes vasculares cerebrais.O estudo foi realizado entre 1998 e 2002 num grupo de judeus askenazes com excepcional longevidade (48 por cento com mais de 100 anos) e 216 dos seus filhos com uma média de 68 anos de idade.Os resultados obtidos apoiam a noção de que «a longevidade pode depender da herança genética», comentou Anna McCormick, do National Institute of Aging, que financiou parcialmente o estudo.Entretanto, está já a ser feita investigação para produzir um fármaco que baixa o colesterol e ao mesmo tempo aumenta as partículas.Fonte: Lusa

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