Mais um avanço na luta contra Alzheimer

Criada molécula que pode bloquear desenvolvimento da doença

04 novembro 2004
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Uma equipa de cientistas criou uma pequena molécula que impede em laboratório a acumulação de fragmentos de proteínas nas células do cérebro, um fenómeno responsável pela doença de Alzheimer, segundo um estudo recentemente divulgado.A molécula age como «um cavalo de Tróia», ao inserir-se no interior das células para se ligar a certas proteínas, afirmam os cientistas no último número da revista Science. O processo - explicam - impede a aglomeração de péptidos A-beta (molécula formada por vários amino-ácidos) chamada proteína beta- amilóide, cuja toxicidade é provavelmente responsável pela degenerescência e a destruição das células cerebrais observadas na doença de Alzheimer.Esta mesma abordagem poderia ser utilizada para «sabotar» proteínas essenciais ao desenvolvimento de organismos patogénicos como o vírus da sida, adiantou o coordenador da investigação, Jason Gestwicki, da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford.Em 30 anos de investigações os laboratórios farmacêuticos não conseguiram produzir um medicamento que impeça as interacções entre proteínas, nomeadamente porque as moléculas farmacêuticas são mais pequenas do que as proteínas, afirmou.Ao ligar-se a outras proteínas, a molécula criada pela equipa do professor Gestwicki ganha volume e converte-se num poderoso inibidor do aglomerado de péptidos A-beta, afirmou. A doença de Alzheimer é uma demência degenerativa de origem desconhecida que afecta em primeiro lugar as funções cognitivas e repercute-se no comportamento e adaptação social dos pacientes. Surge, em média, após os 65 anos.Fonte: Lusa

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