Mais sexo não nos torna necessariamente mais felizes

Estudo levado a cabo pela Universidade Carnegie Mellon, EUA

18 maio 2015
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Vários investigadores se têm debruçado sobre a relação entre o sexo e a felicidade e é vulgarmente aceite que ter mais sexo nos faz mais felizes.
 
Claro que esta associação positiva entre sexo e felicidade também pode eventualmente ser explicada pelo facto de uma pessoa feliz estar naturalmente mais predisposta para o sexo ou de uma pessoa saudável ter mais facilidade em ser feliz e possivelmente ter mais vontade de ter sexo.
 
Um grupo de investigadores da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, quis avaliar até que ponto a felicidade de um casal aumentava com a frequência da atividade sexual. 
 
No estudo participaram 64 casais saudáveis, entre os 35 e 65 anos. Os casais foram divididos em dois grupos e avaliados durante três meses. O primeiro grupo não recebeu quaisquer instruções acerca da frequência com que deviam ter sexo. O segundo grupo foi instruído a aumentar a frequência com que mantinham relações sexuais.
 
Cada indivíduo completou três tipos de questionários diferentes. O primeiro foi respondido no início do estudo para estabelecer uma linha de base. Diariamente respondiam também a questões sobre comportamentos de saúde, níveis de felicidade e a ocorrência, tipo e satisfação da atividade sexual. No final do estudo verificou-se se os níveis de base sofreram alterações ao longo dos três meses. 
 
Os resultados revelaram que os casais que foram instruídos a aumentar a frequência com que tinham relações sexuais apresentavam níveis de felicidade mais baixos e menos desejo e satisfação sexual. 
 
No entanto, George Loewenstein, líder do estudo, explica que a diminuição do desejo sexual e dos níveis de felicidade poderá estar mais associado ao facto de os casais terem tido de se forçar a ter sexo mais vezes, por terem sido orientados para isso, e não propriamente pelo facto de terem mais sexo.
 
Num próximo estudo, os investigadores gostariam de não instruir os casais a ter mais sexo, mas apostar na promoção da intimidade dos casais, proporcionando-lhes mais tempo a sós, momentos de lazer em hotéis, etc. Desta forma, os casais possivelmente acabariam por fazer sexo mais vezes de forma espontânea e possivelmente os resultados seriam mais rigorosos e até os poderiam fazer chegar a conclusões diferentes do primeiro estudo.
 
Tamar Krishnamurti, uma das investigadoras, recomenda que os casais não se preocupem tanto em aumentar o número de vezes que têm relações sexuais, mas que invistam antes em formas de tornar o sexo mais divertido e estimulante.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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