"Mais Médicos para o Brasil"

Médicos brasileiros contra a contratação de estrangeiros

17 julho 2013
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A Associação Médica Brasileira (AMB) ameaçou avançar com um pedido de inconstitucionalidade contra o novo programa de saúde do governo brasileiro que envolve a contratação de médicos estrangeiros.
 

"Não somos contra a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil. Somos contra a vinda de estrangeiros sem passar pelo exame de revalidação", explicou à agência Lusa o presidente da AMB, Florentino Cardoso.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que atualmente, qualquer estrangeiro pode trabalhar no Brasil, desde que seja aprovado no exame de revalidação de diplomas conhecido como Revalida, aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entidade subordinada ao Ministério da Educação brasiliero.
 

Na semana passada, o Governo brasileiro lançou um novo programa de investimento em saúde intitulado "Mais Médicos para o Brasil", no qual prevê facilitações e incentivos para os médicos estrangeiros que estejam interessados em atuar em certas regiões do país onde há escassez de profissionais. Entre as facilidades, está a isenção do exame Revalida, que tem sido amplamente contestado pela classe médica brasileira.
 

"Sem revalidação, [o programa] atrairá médicos de péssima qualidade, sem nenhum tipo de avaliação. Não conheço nenhum país que faça isso", disse o presidente da Associação Médica Brasileira.
 

O Governo, por outro lado, deu início a uma avaliação do próprio Revalida, uma vez que o exame possui uma taxa de reprovação na ordem dos 90%. A intenção é aplicar o mesmo exame em alunos brasileiros para perceber se as questões estão adequadas ao nível de formação dos estudantes nacionais.
A medida de inconstitucionalidade estudada pelos médicos pretende questionar a medida provisória como um todo, incluindo também medidas como a ampliação do curso de medicina de seis para oitos anos e a obrigatoriedade do aluno dos dois últimos anos trabalhar em hospitais públicos ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
 

Para o presidente da AMB, o serviço compulsório junto ao Sistema Único de Saúde fere o direito fundamental de ir e vir garantido pela Constituição.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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