Mais de um milhão ainda vive na pobreza

Portugal no topo da lista da Europa

11 junho 2003
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À escala europeia, Portugal possui dos mais altos valores no que respeita aos indicadores de pobreza e assimetria de rendimentos. Estudos da Comissão Europeia referentes a meados dos anos 90 mostram que cerca de 28 por cento das famílias portuguesas possuíam um rendimento inferior ao valor médio nacional, contra uma média de 17 por cento no espaço comunitário, refere o Jornal de Notícias na edição desta quarta-feira.
 

 

Segundo a mesma fonte, a «taxa de pobreza» – considerada como a percentagem de cidadãos que vivem abaixo de 50 por cento do rendimento médio dos portugueses – era de 10,5% (cerca de um milhão de portugueses), subindo para 17,5 por cento, se fosse tomado como referência de «linha de pobreza» os 60 por cento do rendimento médio de uma família portuguesa.
 

 

Mais, cerca de 60 por cento dos agregados familiares portugueses não têm rendimento para custear férias fora de casa, e de 30 por cento vivem em casas demasiado pequenas para o agregado familiar.
 

 

Indicadores do Inquérito aos Orçamentos Familiares confirmam que, apesar de uma importante progressão dos rendimentos médios dos portugueses entre 1980 e 1995, a melhoria foi acompanhada por um ligeiro agravamento da desigualdade da distribuição desses rendimentos, especialmente entre 1990 e 1995.
 

 

Segundo um estudo do Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia (UE), Portugal deixou de ocupar, em 1998, o último lugar da lista dos países da UE com maior percentagem de pobres, e passou à frente da Grécia, Reino Unido e Itália. Outro estudo do Instituto Nacional de Estatística, destaca dois grupos etários particularmente vulneráveis: os idosos (65 anos e mais) e os mais jovens (0-24 anos).
 

 

Mas há quem viva pior, uma vez que em todo o mundo, cerca de 200 milhões de pessoas vivem com menos de um euro por dia, e em 43 países, ou seja, cerca de 60 por cento da população mundial «vive e morre» com menos de dois euros no bolso. Por outro lado, e citando especialistas da ONU, o artigo recorda que o indicador clássico «rendimento per capita» não corresponde necessariamente a desenvolvimento humano.
 

 

Fonte: Jornal de Notícias
 

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