Mais de metade dos epilépticos portugueses têm doença controlada

Dados da Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas com Epilepsia

30 agosto 2010
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Mais de metade dos epilépticos portugueses têm a doença completamente controlada através da medicação, mas ainda há 20 mil doentes que não conseguem evitar todas as crises, disse à agência Lusa o presidente da EPI - Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas com Epilepsia, Nelson Ruão.

 

Segundo um estudo recente realizado pela EPI, há em Portugal cerca de 50 mil pessoas com epilepsia, das quais "50 a 60% têm a doença completamente controlada com medicação", explicou à mesma publicação o presidente da EPI, acrescentando que "20% dos doentes não estão controlados e outros 20% estão semi-controlados com medicação, mas ainda vão tendo algumas crises". Nelson Ruão referiu ainda que os medicamentos existentes não permitem evitar todos os problemas provocados pela epilepsia, doença sobre a qual ainda há "muito estigma".

 

"Há pessoas controladas, mas que estão completamente isoladas. Deixaram de ter amigos e têm o mercado de trabalho fechado", salientou, destacando a importância de uma maior e melhor informação sobre a doença. O especialista foi entrevistado pela agência Lusa a propósito da 12.ª Conferência Europeia sobre Epilepsia e Sociedade, que se realizou recentemente no Porto e que reuniu mais de 400 médicos e doentes de todo o mundo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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