Mais de metade dos enfermeiros recém-formados no desemprego

Sindicato e associação de estudantes alertam para situação

12 maio 2010
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Mais de metade dos enfermeiros recém-formados estão desempregados, disse ao “Diário de Notícias” Ricardo Martins, dirigente da Federação Nacional das Associações de Estudantes de Enfermagem, no âmbito do Dia Internacional do Enfermeiro, que se assinalou esta semana.

 

Dados avançados ao jornal “Diário de Notícias” pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses referem que, dos 3 mil enfermeiros desempregados, a maior parte terminou o curso nos últimos dois anos.

 

Essa é uma das razões que levam Ricardo Martins a afirmar não se compreender a falta de articulação entre o Ministério da Saúde e o do Ensino Superior, dado que as escolas continuam a formar e o desemprego aumenta.

 

A alternativa é serem contratados "de forma precária, durante um curto espaço de tempo". Acresce ainda o facto, segundo o dirigente, de muitas destas ofertas de trabalho "encerrarem condições que depois não são garantidas. É por isso que os enfermeiros devem verificar se há instituições que sejam reconhecidas pela Ordem ou pelos sindicatos".

 

Segundo dados do último Barómetro Fórumenfermagem, no qual foram entrevistados 974 profissionais, a maioria (82%) refere que a enfermagem tem baixo reconhecimento social e 98% consideram que o salário que ganham não reflecte o risco, responsabilidade e penosidade profissionais.

 

Estes números, avançados pela agência Lusa, dizem ainda que 77% dos profissionais consideram haver "forças contrárias ao crescimento da profissão em Portugal".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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