Mais de 80 por cento dos doentes espera por uma operação

52 mil doentes em lista de espera estão já distribuídos por 53 hospitais

02 outubro 2002
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Dos 105.045 doentes que em Julho deste ano aguardavam por uma operação, 85.771 haviam já ultrapassado o tempo clinicamente aceitável para a resolução do seu caso, segundo uma avaliação efectuada pelo Ministério da Saúde.
 

 

Apesar disso, e de acordo com o relatório da tutela sobre o Programa para a Promoção e Melhoria do Acesso (PPMA), ao qual a Agência Lusa teve acesso e que o ministro apresenta amanhã aos deputados da comissão parlamentar de Assuntos Sociais, a taxa de execução melhorou nos últimos dois anos, passando de 60,93% para 65,66% em 2002.
 

 

A avaliação do programa lançado em 2000 pela então ministra da Saúde socialista Manuela Arcanjo assinala ainda que, desde Abril deste ano, os casos de doença a aguardar uma intervenção cirúrgica acima do tempo clinicamente aceitável eram inferiores aos registados desde o mesmo mês no ano anterior.
 

 

Durante os primeiros sete meses de 2002, segundo os dados da Direcção-Geral de Saúde, foram expurgados 5.327 casos, sendo que só em Junho e Julho foram retirados das listas de espera 2.665, o que a tutela atribui à "criação de bases de dados regionais eficazes e eficientes".
 

 

Ainda assim, relativamente à correspondência real dos dados disponibilizados pela DGS, o relatório alerta não ser de excluir a duplicação de doentes, por inscrição simultânea em vários hospitais ou inserção em lista de espera em mais do que uma patologia.
 

 

Combate às listas de espera
 

 

Para o primeiro ano do Programa Especial de Combate às Listas de Espera Cirúrgicas (PECLEC) estão já distribuídos 51.906 doentes por 53 hospitais públicos, segundo apurou a Agência Lusa junto do Ministério da Saúde.
 

 

Dos 123.166 doentes que, a 30 de Junho deste ano, estavam identificados como em lista de espera para uma cirurgia, menos de metade foram distribuídos por hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) das cinco Administrações Regionais de Saúde (ARS).
 

 

Assim, e segundo os dados que o ministro da Saúde irá apresentar hoje aos deputados da Comissão Parlamentar dos Assuntos Sociais, na ARS do Norte estão negociadas cirurgias em actividade acrescida em nove hospitais, dez hospitais da ARS Centro, 26 hospitais da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, cinco hospitais da ARS do Alentejo e três hospitais da ARS do Algarve.
 

 

Os 51.906 doentes foram desta forma distribuídos: 18.443 na ARS do Norte, 10.640 na ARS do Centro, 19.251 na ARS de Lisboa e Vale do Tejo, 1.031 na ARS do Alentejo e 2.541 na ARS do Algarve.
 

 

Fonte: Lusa
 

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