Mais de 80% dos idosos do Alto Minho têm peso a mais

Estudo do Instituto Politécnico de Viana do Castelo

29 abril 2014
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Mais de 80% dos idosos do Alto Minho têm peso a mais, dá conta um estudo levado a cabo pelos investigadores do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).
 

Este estudo envolvido na primeira fase do projeto "Estado de Saúde e Atividade Física da População Idosa" foi realizado pelos investigadores da Escola Superior de Desporto e Lazer de Melgaço do IPVC e contou com a participação de 1.060 indivíduos com mais de 70 anos, residentes nos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo.
 

De acordo com estes resultados iniciais, aos quais a agência Lusa teve acesso, cerca de 83% da população idosa do distrito, "está com excesso de peso ou obesidade", enquanto 17% apresenta um Índice da Massa Corporal (IMC) considerado "normal".
 

Segundo o coordenador da Licenciatura em Desporto e Lazer e investigador principal do estudo, Pedro Bezerra, o problema atinge mais as mulheres, cerca de 75,8% de prevalência, do que os homens (44%), mas ambos os grupos apresentam risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 

Os resultados refletem apenas o primeiro de quatro elementos que os investigadores pretendem observar, no tempo, entre as alterações de saúde e as relações entre marcadores biológicos, aptidão física e autoperceção do estado de saúde na terceira idade.
 

De acordo com os autores, o excesso de peso dos idosos dos concelhos de Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez causa "alguma preocupação". Já os de Viana do Castelo, Paredes de Coura, Melgaço, Vila Nova de Cerveira e Valença envolvidos no estudo apresentam menor número de casos de peso a mais.
 

"Há uma preocupação relativamente aos indicadores de saúde dos idosos do Alto Minho, que já fizemos chegar às respetivas câmaras municipais", apontou Pedro Bezerra.
 

A organização de atividades com os idosos, ainda segundo o investigador, pode, contudo, "ajudar" na resolução do problema.
 

"Não tem que ser só atividade física, bastam atividades sociais e de integração que já os obriga a sair e a movimentarem-se. Tendo uma atividade [física] regular seria melhor", explicou.
 

A próxima fase do estudo será divulgada no final do verão de 2014, neste caso "com resultados por faixas etárias já com maiores evidências".
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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