Mais de 700 mil portugueses com asma e pouco mais de metade tem doença controlada

Dados da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica

08 maio 2019
  |  Partilhar:
Mais de 700 mil portugueses têm asma, sendo que 300 mil não têm a sua doença controlada e passam por crises de dificuldade respiratória.
 
Os dados foram divulgados pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica e pela Associação Portuguesa dos Asmáticos por ocasião do Dia Mundial da Asma.
 
O imunologista Mário Morais de Almeida, presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos, explicou à agência Lusa que mais de um milhão de pessoas em Portugal tem um diagnóstico de asma, mas são cerca de 700 mil os que têm a asma ativa, tendo queixas no último ano ou fazendo tratamento preventivo.
 
“Quase só metade dos doentes com asma em Portugal tem a asma controlada. E estamos a falar de controlo nos vários estádios da doença, é transversal, tanto nas pessoas com asmas mais ligeiras como com asmas mais graves”, afirmou.
 
Aliás, a asma é por si uma doença transversal aos vários grupos etários, desde crianças na primeira infância até aos idosos, “atingindo uma frequência de quase 10% em todos grupos”.
 
Sobre o elevado número de pessoas sem a doença controlada, Morais de Almeida entende que é uma responsabilidade partilhada. Por um lado, os médicos não passam por vezes boa informação ao doente asmático, mas há também casos de doentes que se vão acostumando às suas queixas e adaptando-se às suas limitações.
 
Ocorre ainda, segundo o especialista, que nem sempre se consegue nas consultas discutir de forma correta o que é exatamente o controlo da asma e há até um inquérito de 2010 que mostrava que 88% dos asmáticos não controlados considerava erradamente a sua doença como estando sob controlo.
 
“É preciso alertar para os cuidados a ter com a patologia e prevenir agudizações da doença, sobretudo no período de maior prevalência de crises alérgicas, como é a Primavera”, defende Mário Morais.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar