Mais de 70% das crianças consomem sal em excesso

Alerta da Direção-geral da Saúde

21 março 2016
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Mais de 70% das crianças portuguesas, entre os oito e os nove anos, e mais de 80% dos adolescentes, entre os 13 e os 17 anos, ingerem sal acima dos níveis recomendados. A Direção-geral da Saúde (DGS) alerta que “a população mais jovem está em grande risco”.
 

“O consumo de sal é uma guerra que temos de continuar a travar”, referiu à agência Lusa o coordenador do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça, durante a apresentação do relatório “Portugal – Alimentação Saudável em Números 2015”.
 

O documento refere que na faixa etária dos sete aos oito anos, 74% dos meninos e 70% das meninas têm um consumo de sal inadequado. Dos 13 aos 17 anos, o nível de consumo excessivo de sal aumenta para 84%, nos rapazes, e para 72%, nas raparigas.
 

Entre 2006 e 2012, os níveis de consumo de sal melhoraram em Portugal, embora continue a ser o país europeu com o consumo mais elevado de sal.
 

Pedro Graça lembrou que 40% da população portuguesa tem hipertensão e que o consumo de sal na alimentação é um dos fatores de risco para doenças cérebro-cardiovasculares.
 

“Considera-se que a redução de sal é um assunto prioritário e que o excesso de consumo de sal é um importante problema de saúde pública. É, por isso, necessário definir metas de redução quantificáveis e monitorizáveis ao nível do consumo”, dá conta o relatório apresentado pela Direção-Geral da Saúde.
 

De acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde, considera-se como meta a atingir a redução do consumo de sal entre 3% a 4% ao ano, na população portuguesa, durante os próximos quatro anos, procurando alcançar um consumo diário de sal de cinco gramas per capita, a atingir até 2025.
 

O secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Araújo, disse que o Governo está a debater, com a associação que representa os restaurantes, formas para reduzir o sal na confeção dos alimentos.
 

“Do lado dos restaurantes tivemos uma enorme abertura. Estamos a aprofundar esse compromisso. Para que a restauração possa fazer esse caminho e as pessoas se habituem, nos restaurantes, a comer com menos sal e levar isso para sua casa, fazendo igual”, disse Fernando Araújo, no final da apresentação do relatório da DGS.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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