Mais de 60% das grávidas recebe anestesia epidural

Estudo avaliou prática em todos os hospitais públicos do país

15 outubro 2009
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Mais de 60% das grávidas que dão à luz nos hospitais públicos recebem anestesia epidural, revela um estudo feito em todos os serviços de anestesiologia do país, divulgado no âmbito do Dia Nacional de Luta contra a Dor, que hoje se assinala.

 

O estudo, coordenado pela médica Maria Rui Crisóstomo, do Hospital de Braga, e divulgado pela agência Lusa, mostra que uma média de 64% das mulheres recebe epidural, o “método privilegiado” para aliviar a dor durante o parto.

 

O inquérito feito por telefone aos serviços de anestesiologia permitiu concluir, segundo a especialista, que “a grande maioria” das grávidas recebe tratamento para a dor, mas falta valorização deste procedimento e apoio do mesmo “pela maioria das tutelas”.

 

De acordo com declarações da investigadora, dado que nem todos os hospitais têm serviços de anestesiologia a funcionar 24 horas por dia, a percentagem de mulheres que podem ter acesso a anestesia varia entre 37 e 93%, dependendo da hora em que estejam em trabalho de parto.

 

Maria Rui Crisóstomo salienta o caso do Hospital de Braga, que considera “uma das referências a nível nacional no tratamento da dor em obstetrícia”, dado que, em 3.068 partos realizados em 2008, incluindo cesarianas, 2.080 mulheres tiveram algum tipo de anestesia, principalmente epidural.

 

O estudo visa, segundo a sua coordenadora, contribuir para criar “uma base de dados a nível nacional” sobre as técnicas de tratamento da dor de parto.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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