Mais de 400 casos de alta hospitalar adiada por razões sociais em seis hospitais de Lisboa

Dados divulgados pela agência Lusa

07 julho 2011
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As unidades dos Centros Hospitalares de Lisboa Central (CHLC) e Norte (CHLN) registaram no ano passado 270 e 145 casos de alta protelada, respectivamente, segundo dados obtidos pela agência Lusa.

 

Os casos de protelamento de alta hospitalar verificam-se quando os doentes, após alta clínica, são mantidos em internamento à espera da resposta da segurança social ou de outras soluções encontradas pela própria família.

 

No caso das unidades hospitalares dos CHLC, excluindo as pessoas que aguardam a integração na Rede Nacional de Cuidados Continuados, o número de doentes com alta protelada está a cair desde 2008, ano em que se registaram 368 casos, passando para 340 em 2009 e 270 em 2010.

 

De acordo com o relatório e contas do CHLN, citado pela agência noticiosa, “o seu serviço social registou 145 situações médico-sociais proteladas, com particular relevância no departamento de Medicina, que englobou 2,1% do total das situações”. Na globalidade, refere a Lusa, e segundo o mesmo documento, apenas 1,7% dos doentes atendidos foram alvo de protelamento de alta clínica.

 

A causa mais frequente que deu origem a um maior número de situações de altas clínicas e sociais não coincidentes, 72, foi o tempo de espera para comparticipação económica para integração em lar ou pagamento de cuidador privado, de acordo com a mesma fonte.

 

Além disso, dos 145 casos assinalados, 13 aguardam vaga no serviço de apoio domiciliário, 26 aguardam disponibilidade de vaga de integração institucional, nove aguardam reorganização familiar e cinco aguardam desinfestação habitacional.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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