Mais de 3.000 transplantes renais pelos Hospitais de Coimbra

O número de transplantes alcançado é muito representativo a nível europeu

11 maio 2017
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O serviço de Urologia e Transplantação Renal do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) ultrapassou a barreira dos 3.000 transplantes renais, um número “bastante representativo” à escala europeia, anunciou a agência Lusa. 
 
"De há muitos anos para cá tem sido o centro português com maior número de transplantes", disse o diretor do serviço, Arnaldo Figueiredo, que dirige a unidade desde maio de 2016, salientando que Portugal é o quarto país europeu com maior taxa de transplantes por milhão de habitantes.
 
Em declarações à agência Lusa, o especialista salientou que 3.000 transplantes é um número muito representativo a nível europeu, pois a maioria dos centros de transplantação "não tem este número de doentes", o que "coloca o CHUC, verdadeiramente, na linha da frente".
 
A organização dos transplantes em Portugal assenta em três centros: Sul, Norte e Centro. O do Centro tem uma taxa de 38 a 40 dadores por milhão de habitantes, superior aos 27 do Sul e 22 do Norte.
 
"O nosso recorde de transplantes é 177 num ano, mas temos uma média dos últimos dois anos que andará nos 140, o que faz com que o número 2.000 tenha sido festejado em 2010 e que, menos de sete anos depois, estejamos a assinalar o número 3.000", acrescentou.
 
O número 3.000, alcançado a 27 de abril, assume importância "não só por ser, de longe, o centro português com maior número de transplantes feitos, acumulado e anual, mas também por ser numa área que é merecedora de atenção especial, porque a insuficiência renal crónica é uma doença com uma prevalência crescente".
 
Na transplantação renal não se pode falar em listas de espera, porque, segundo Arnaldo Figueiredo, um doente pode demorar "uma semana ou oito anos" a ser transplantado, dependendo de vários fatores, sobretudo da compatibilidade do doente com o dador.
 
"A oferta é inferior à procura. Temos menos órgãos para transplantação do que aqueles que seriam necessários, sendo inevitável que quem entre em hemodiálise fique algum tempo a aguardar", disse o médico.
 
O aumento significativo da sobrevida dos doentes registado nos últimos anos "deve-se ao avanço da medicina e dos fármacos, e ao acompanhamento" médico, refere o diretor do serviço, considerando que "isso é tanto mais notável quanto a qualidade dos órgãos dos dadores tem diminuído".
 
Para prevenir doenças renais, o responsável médico aconselha a população a praticar exercício físico com regularidade, não fumar e ter uma alimentação equilibrada, sem excesso de proteínas. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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