Mais de 120 mil portugueses sofrem de fibrilhação auricular

Estudo do Instituto Português do Ritmo Cardíaco e da APAPE

22 abril 2010
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Dois e meio por cento dos portugueses com mais de 40 anos sofrem de fibrilhação auricular (FA), o que permite concluir que 121.825 portugueses sofrem desta arritmia cardíaca, revela um estudo efectuado pelo Instituto Português do Ritmo Cardíaco e pela Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE).

 

Apesar de a fibrilhação auricular ser a arritmia mais frequente, o estudo verificou que 38% dos inquiridos com FA não estavam diagnosticados. Mais: dos portugueses com FA só 62% estavam previamente diagnosticados e, destes, só 74% faziam medicação.

 

O estudo, inédito em Portugal, também verificou que a prevalência da FA é muito superior na população com mais de 70 anos (6,6%) e ainda maior em pessoas com mais de 80 anos (10,4%).

 

Com o objectivo de melhorar a prevenção, detecção e controlo deste distúrbio do ritmo cardíaco, vários técnicos de saúde deslocaram-se, entre Junho e Setembro de 2009, às habitações dos portugueses, tendo elaborado um questionário e realizado um electrocardiograma no domicílio. As 10.447 pessoas analisadas residem em 70 localidades de Portugal continental e ilhas e foram escolhidas de forma aleatória.

 

A FA caracteriza-se pela contracção rápida e descoordenada das câmaras superiores do coração (aurículas), conduzindo a batimentos cardíacos rápidos e irregulares. A frequência cardíaca encontra-se normalmente entre os 60 e 100 batimentos/minuto, enquanto na FA é em geral mais rápida, podendo atingir entre 100 e 175 batimento/minuto.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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