Maioria dos solários sem controlo médico…

…e medicamentos para a pele não são comparticipados, alerta especialista

18 abril 2004
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O presidente da Associação Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), Meneses Brandão, considera que «os centros de bronzeamento artificiais [vulgo solários] deviam ser completamente proibidos», dada a falta de controlo médico existente e ausência de enquadramento legal dos mesmos. A denúncia já tinha sido feita, há cerca de dois anos, pela Deco e Meneses Brandão considera que nada mudou entretanto.O estudo publicado pela Deco denunciava já que, em muitos casos, os solários «não avaliam o estado de saúde e o tipo de pele dos clientes, não informam acerca dos cuidados a ter antes e durante as sessões e recomendam planos de bronzeamento que podem até ser perigosos». Durante o 8º Congresso Nacional de Dermatologia e Venerologia, que decorreu este fim-de-semana em Lisboa, o presidente ainda alertou para o facto de muitos tratamentos dermatológicos serem considerados pós-médicos e não são comparticipado.Cremes, pomadas e champôs são, muitas vezes, considerados cosméticos, sujeitando os utentes a pagar elevadas quantias ao adquirir estes medicamentos - quando, na verdade, necessitam deles para a cura de doenças e não como produtos de beleza. Os problemas de pele afectam muitos portugueses. A acne juvenil, a psoríase, os sinais, o cancro da pele, provocado pelo Sol, e o eczema atópico, que atinge os bebés, são alguns deles. Segundo o presidente do SPDV, os poderes públicos esquecem os problemas dermatológicos, não havendo grande aposta na prevenção. Fontes: Diário de Notícias e Jornal de Notícias

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