Maioria dos pacientes internados não sabe que fármacos lhes são administrados

Estudo publicado no “Journal of Hospital Medicine”

16 dezembro 2009
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Um pequeno estudo realizado com pacientes norte-americanos revela que os doentes hospitalizados não sabem que fármacos tomaram durante o internamento, apesar de saberem os nomes dos medicamentos que tomam em casa. O estudo foi publicado no “Journal of Hospital Medicine”.

 

Para o estudo, liderado por Ethan Cumbler, foram questionados 50 adultos, com idades entre os 21 e 89 anos, internados no University of Colorado Hospital, nos EUA. Todos sabiam a medicação que realizavam antes do internamento hospitalar.

 

Para o estudo, os pacientes foram convidados a descrever os medicamentos prescritos pelos seus médicos de família antes de serem internados. Posteriormente, os investigadores compararam essa lista com a dos medicamentos que receberam enquanto internados e voltaram a questionar os pacientes sobre os medicamentos que estavam a tomar no hospital.

 

O resultado do inquérito revelou que apenas 28% dos pacientes disseram ter visto a lista de medicamentos administrados durante o internamento, embora 78% gostassem de a conhecer e 81% referissem mesmo que o facto de saberem que medicamentos tomavam iria melhorar a sua satisfação com o atendimento.

 

Noventa e seis por cento dos pacientes não conseguiu nomear um ou mais medicamentos que lhes tinham sido receitados durante o internamento.

 

O estudo revelou ainda que 44% dos pacientes achavam que lhes tinha sido administrado um medicamento no hospital que, na realidade, não tinham tomado. Para o investigador que liderou o estudo, o conhecimento dos pacientes sobre os fármacos que lhes estão a ser administrados é muito útil e pode salvar-lhes a vida. E exemplifica: se o paciente é alérgico a um antibiótico específico que lhe vai ser administrado, pode evitar o erro de medicação.

 

O especialista conclui que não saber que fármacos está a tomar significa que “o paciente está dependente de um sistema hospitalar infalível e a triste realidade é que nenhum sistema hospitalar trabalha de modo infalível”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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