Maioria dos enfermeiros prefere a nádega à anca para as injecções intramusculares

Estudo publicado no “Journal of Advanced Nursing”

15 julho 2011
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Sete em cada dez profissionais de enfermagem administram com frequência injecções intramusculares nos músculos das nádegas, chamados de glúteos, embora haja um risco aumentado de lesão do nervo ciático, enquanto apenas 14% usaram o glúteo médio da anca, recomendado por directrizes de prática clínica. O estudo foi publicado no “Journal of Advanced Nursing”.

 

Esta investigação envolveu um total de 264 profissionais do Centro de Estudos de Enfermagem de St. John’s, Canadá, entre os 30 e os 49 anos, todos com pelo menos 10 anos de experiência profissional, os quais foram questionados sobre o local preferido para administrar este tipo de injecção.

 

Geralmente, a literatura de enfermagem sugere que a área da anca é a mais adequada para as injecções intramusculares porque "está longe de nervos, proporciona um melhor acesso ao tecido muscular e uma melhor absorção dos medicamentos", disse, em comunicado de imprensa, Lorna Walsh, autora do estudo.

 

Embora três quartos dos enfermeiros no estudo reconhecessem estar cientes dos potenciais danos que podem causar essas injecções nas nádegas, até 71% destes profissionais preferem esta zona, em comparação com o quadril (14%), o braço superior (7%) e a coxa (7%).

 

Apenas 15% dos enfermeiros basearam as suas escolhas nas recomendações das directrizes de prática clínica, enquanto 85% reconheceram escolher uma área ou outra dependendo da conveniência.

 

A complicação mais frequente relatada pelos enfermeiros foi o incómodo após a injecção - em taxas semelhantes, independentemente do local escolhido - seguida de lesão do nervo.

 

Nesse sentido, a relação entre a escolha do local e do conhecimento da potencial lesão do nervo foi significativa. Setenta e quatro por cento dos enfermeiros que utilizavam a nádega, por rotina, admitiram a possibilidade de lesões do nervo, em comparação com 30% daqueles que usaram a anca.

 

Além disso, a escolha do local variou significativamente com a idade: 67% dos enfermeiros, entre os 20 e 24 anos, utilizam a anca, uma percentagem que diminuía progressivamente com o aumento da faixa etária. A aplicação da injecção na anca foi seleccionada apenas por 8% dos enfermeiros com idades superiores a 50 anos. "A nossa investigação mostra claramente que a maioria dos enfermeiros não estão a utilizar o local recomendado, no entanto é necessária mais investigação para descobrir as razões", disse, em comunicado de imprensa, a co-autora Kathleen Brophy, reforçando que "a maioria dos enfermeiros é sabedor dos danos que podem causar, mas mesmo assim, usa esta área."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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