Maioria dos alunos do ensino superior tem um colega com doença mental

Resultado do inquérito “Estigma em Saúde Mental”

26 outubro 2018
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Mais de metade dos alunos do ensino superior conhece alguém a quem foi diagnosticada uma doença mental enquanto estudava, segundo o inquérito “Estigma em Saúde Mental” realizado a alunos portugueses.
 
Segundo noticiou a agência Lusa, cerca de mil estudantes de 154 cursos de universidades e politécnicos portugueses responderam ao inquérito que revelou que 51,5% dos alunos disseram que têm colegas ou amigos a quem foi diagnosticada uma doença mental.
 
Os alunos de doutoramento e mestrado são os que mais lidam com esta realidade, com 66% a conhecer alguém com um problema mental. Já entre os estudantes de licenciatura ou mestrado, mais de metade não tem nenhum amigo ou colega nesta situação (cerca de 55%).
 
16,8% dos inquiridos assumiram que lhes tinha sido diagnosticada uma doença mental durante o período de faculdade, com maior prevalência entre as mulheres (17,6% contra 11,3% dos homens). Apenas 22,9% das pessoas diagnosticadas estão a ter acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra.
 
Para se perceber o estigma em saúde mental foram apresentadas dez afirmações, às quais os entrevistados tinham de dizer se estavam de acordo.
 
A maioria dos inquiridos discorda que exista algo nos doentes mentais que torne mais fácil “distingui-los das pessoas normais”, sendo que as mulheres demonstram níveis mais elevados de discordância (60,7% das respostas) em relação aos homens (45,3%).
 
Mais de nove em cada dez inquiridos (92,4%) não consideram os doentes mentais um fardo para a sociedade, uma posição que volta a ser mais clara entre o sexo feminino (93,3%) do que entre o masculino (86,7%).
 
Os estudantes são unânimes (97,9%) na obrigação de proporcionar os melhores cuidados possíveis aos doentes mentais e são raros os que acham que estas pessoas não devem ser encorajadas a assumir responsabilidades da vida normal.
 
Sobre as principais fontes de estigma e preconceito, os alunos apontaram a falta de literacia em saúde mental e a necessidade de campanhas de sensibilização, políticas educativas nas escolas e intervenção do governo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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