Maioria dos acidentes domésticos causada por quedas

Dados do Instituto Nacional de Saúde

13 junho 2004
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 Mais de metade dos acidentes domésticos e de lazer ocorrem em casa e 60 por cento devem-se a quedas, segundo dados recolhidos em 19 unidades de saúde pelo sistema de vigilância do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), durante 2003. Os dados pertencem ao projecto Acidentes Domésticos e de Lazer - Informação Adequada (ADELIA) e confirmam uma tendência dos últimos 10 anos. As estatísticas de 2003 foram esta semana tornadas públicas durante a 7ª conferência mundial da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre prevenção de acidentes e promoção da segurança, em Viena. O projecto ADELIA, do INSA, recebe e faz tratamento estatístico dos casos que chegam a um conjunto de unidades de saúde resultantes de acidentes não intencionais nem auto-infligidos, e excluindo os sinistros rodoviários e os de trabalho. As restantes situações são classificadas como acidentes domésticos e de lazer. No ano passado, foram registados 38.882 casos em 11 hospitais e oito centros de saúde, um número bastante acima dos 20.925 registados em 2002. Esta diferença deve-se, sobretudo, ao registo mais frequente dos casos pelas unidades de saúde ligadas ao projecto que foi iniciado em 2001. Do total de acidentes verificados em 2003, 53,8 por cento ocorreram em casa e 11,9 por cento verificaram-se na escola e áreas institucionais. O terceiro lugar mais referido é um local onde se pratica desporto. Quanto às causas do acidente, a maioria (65,1 por cento) aponta a queda como motivo. Chocar ou ser atingido por um objecto foi referido por 14,3 por cento das vítimas e fazer um esforço exagerado (levantar peso, por exemplo) foi indicado por 2,9 por cento dos indivíduos. As actividades ligadas ao lazer aparecem como as mais apontadas (26 por cento em 2003) quando ocorreu o acidente. O trabalho doméstico é indicado por 13,6 por cento. Grande parte das actividades é, no entanto, desconhecida, dado que a opção «outras» é referenciada por 39,1 por cento das vítimas. «Muitas vezes a pessoa diz que se deslocava da cozinha para a sala e que não estava a fazer nada». Em relação à distribuição por sexo e idade, os resultados apurados mostram que até ao grupo dos 45/64, a percentagem de homens que são vítimas de acidentes domésticos e de lazer é maior. Depois dos 65 anos, a maioria das situações acontecem às mulheres. A conferência mundial da OMS sobre prevenção de acidentes espera, nos próximos quatro dias, mais de 1500 especialistas que irão trocar experiências e conhecimentos sobre sinistros, violência, suicídio e desastres.Fonte: Público

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