Maior investimento na prevenção das doenças da pele

Defende a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia

05 novembro 2013
  |  Partilhar:

A prevenção das doenças da pele deve ser alvo de um maior investimento, nomeadamente através da comparticipação de produtos como os protetores solares, defendeu o presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), Américo Figueiredo.
 

Muitos dos produtos recomendados para tratamento da pele não são comparticipados, o que pode levar as pessoas a não fazerem o tratamento adequado.
 

“Os protetores solares, que são importantes na prevenção do cancro da pele, não são comparticipados e isto pode dificultar as pessoas a terem acesso a bens e a produtos que são essenciais”, revelou Américo Figueiredo à agência Lusa.
 

Questionado sobre se os produtos para a pele, como os protetores solares e os óleos hidratantes para tratamento do eczema atópico, deviam ser comparticipados, o dermatologista afirmou que “Portugal devia ter uma política global” nesse sentido.
 

“No momento de viragem em que estamos do ponto de vista económico-financeiro é de pensar também no investimento na prevenção da doença de pele, como noutras, porque fica muito mais barato do que andar a fazer medicina curativa”, adiantou.
 

De acordo com o dermatologista, o sistema de saúde português gasta 90% em medicina curativa e menos de 10% em medicina preventiva. “Um sistema de saúde que não está bem organizado nesse aspeto vai sofrer ainda durante algum tempo os contratempos que daí advêm”, comentou.
 

Apesar de a maior parte das consultas de dermatologia ainda serem de medicina curativa, já são “muito procuradas por motivos de prevenção”, observou. “As pessoas devem ser alertadas para [o facto de terem] serviços públicos disponíveis, que não fazem apenas medicina curativa, mas que são capazes de aconselhá-los naqueles parâmetros importantes, para que a pessoa não venha a adoecer” com, por exemplo, um cancro da pele.”
 

Américo Figueiredo adiantou ainda que “as doenças de pele mais comuns estão estáveis”, mas o eczema atópico está com “uma tendência de subida bastante acentuada”, como está a acontecer na Europa.

 

Já o cancro da pele está aumentar de “uma forma muito intensa”, nomeadamente na forma mais grave da doença, o melanoma, que está a crescer cerca de sete a oito por cento por ano.
 

“As pessoas devem estar cada vez mais atentas porque estamos a assistir a uma autêntica epidemia de melanoma”, alertou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.