Maior contributo dos farmacêuticos no sistema de saúde

Defende o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos

29 setembro 2014
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O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Carlos Maurício Barbosa, propõe um papel mais ativo dos farmacêuticos no acompanhamento dos doentes crónicos, nomeadamente dos hipertensos, diabéticos e asmáticos, entre outros, assim como na realização sistemática de rastreios.
 

Carlos Maurício Barbosa admite que muito desse trabalho já é feito de forma voluntária, mas o que a Ordem pretende é que passe a ser realizado “de forma sistemática e consagrada legalmente”.
 

“Deve ser um sistema integrado, não podemos trabalhar numa base voluntária como tem sido até ao momento. O Estado deve exigir das farmácias e dos farmacêuticos aquilo que eles podem e devem dar”, disse à agência Lusa o bastonário.
 

Assim, “nesta perspetiva de recentrar o sistema de saúde na proximidade, na promoção da saúde e na prevenção da doença, sentimos que os farmacêuticos têm um contributo que podem e devem dar, porque têm formação e qualificação para isso”, frisou Carlos Maurício Barbosa.
 

Na sua opinião o acompanhamento de doentes crónicos é crucial para garantir, por exemplo, que os hipertensos estejam controlados e, assim, evitar complicações, como acidentes vasculares cerebrais, tromboses, perdas económicas e pessoais.
 

O mesmo deve suceder com os diabéticos. Carlos Maurício Barbosa referiu estudos que demonstram que “40% dos diabéticos não estão devidamente equilibrados e controlados. Isso leva a complicações graves”.
 

“Temos em Portugal 2.900 farmácias onde trabalham mais de oito mil farmacêuticos. Estão espalhados pelo país técnicos altamente qualificados que podem e devem dar um contributo ao nível da prevenção da doença e promoção da saúde”, realçou.
 

O bastonário apontou a existência de “uma percentagem elevadíssima de doentes crónicos (hipertensos, diabéticos asmáticos, com colesterol elevado e outros) que precisam de ser devidamente acompanhados enquanto fazem as suas terapêuticas”.
“Muitos destes doentes, não obstante façam as suas terapêuticas, são doentes que não estão compensados, que não estão equilibrados e que precisavam que alguém olhe para eles entre as consultas médicas, que os oriente e os encaminhe para o seu médico de família antes da consulta programada”, sustentou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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