Mães trabalham, pais estão desempregados

Estatística do INE

10 junho 2004
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  Há cada vez mais mães a trabalhar e pais desempregados. É uma das conclusões dos resultados provisórios sobre a natalidade em 2003, divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O estudo confirma a tendência do aumento do número de mães com ocupação profissional. Em 1991, apenas 51,4 por cento das mães de nados-vivos estavam empregadas, enquanto hoje são 71,9 por cento. Inversamente, entre os pais regista-se um aumento da percentagem de desempregados, de 0,9 por cento em 1991 para 2,3 por cento em 2003. A natalidade, em termos globais, voltou a cair no ano passado. Em 2003, nasceram 112.589 crianças, uma redução de 1,6 por cento face a 2002 (114.456 nados-vivos). O estudo do INE aponta para a existência de ciclos na evolução da natalidade. O valor de 2003 consolida a variação negativa dos nascimentos desde 2000, ano que marca o fim de uma fase de crescimento da natalidade que começara em 1995. Também em 2003, mais de um quarto dos nados-vivos foram gerados fora do casamento, mais sete por cento do que em 1998. Dentro deste grupo, 80 por cento são provenientes de pais que vivem em coabitação, mas que não casaram. É no sul do país que ocorrem mais nascimentos fora do matrimónio, com valores bastante acima do valor nacional (26,9 por cento). Pelo contrário, as regiões dos Açores e do Norte registaram os valores mais baixos, com 16,9 por cento e 17,5 por cento, respectivamente. Já o adiamento da maternidade parece um facto incontornável: os resultados da natalidade em 2003 demonstram e reforçam esta tendência. A proporção de mães com idades até aos 29 anos foi de 55,2 por cento, um decréscimo de 16 por cento em relação ao valor de 1991. Também a tendência para os filhos únicos se mantém: 54,3 por cento dos nados-vivos em 2003 corresponderam a nascimentos de primeiros filhos, 33,4 por cento foram relativos a crianças já com um irmão e 12,3 por cento referem-se a terceiros ou mais filhos. Fonte: Público

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