Mães trabalhadoras a tempo inteiro são mais saudáveis

Estudo conduzido pelas University of Akron e Penn State University, EUA

23 agosto 2012
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Um estudo desenvolvido sobre mães e saúde revelou que as mães que trabalham a tempo inteiro demonstram possuir melhor saúde física e mental do que as que permanecem em casa ou trabalham em regime de tempo parcial.

 

O estudo teve como base dados recolhidos de 2.540 mulheres que foram mães entre 1978 e 1995. Foram tidos em consideração fatores como que poderiam influenciar o estado de saúde, tal como trabalho anterior à gravidez, raça e origem étnica, estado civil, histórico clínico e a idade das mulheres na altura em que foram mães pela primeira vez.

 

Liderada por Adrianne Frech, professora assistente de sociologia, a equipa de investigadores concluiu que as mulheres que regressam ao trabalho pouco tempo após o nascimento dos filhos demonstram possuir mais energia e mobilidade, bem como menos tendência a entrar em depressão aos 40 anos.

 

O estudo demonstrou também que as mulheres que estavam “persistentemente desempregadas”, ou seja aquelas que trabalhavam de forma intermitente, muitas vezes não por escolha própria, apresentavam ainda maiores problemas de saúde do que as mães que trabalhavam a meio tempo.

 

“Ter dificuldades em manter um emprego ou estar numa procurar permanente de emprego são situações que se refletem na sua saúde, acima de tudo em termos mentais, mas também físicos”, acredita a investigadora.

 

O trabalho a tempo inteiro é benéfico para as mães por um número de razões, sugerem os investigadores. As trabalhadoras a tempo inteiro recebem normalmente mais dinheiro, têm melhores oportunidades de promoção, uma maior segurança no trabalho e mais benefícios relacionados com o trabalho do que as mães que trabalham a meio tempo. As mães que não trabalham poderão ser dependentes em termos financeiros e apresentam um risco maior de isolamento social.

 

“O trabalho é benéfico para a saúde em termos mentais e físicos. [O trabalho] oferece às mulheres um sentimento de realização pessoal, controlo e autonomia. Possuem um lugar onde são especialistas em alguma coisa e recebem um salário”, afirma Adrianne Frech.

 

Os autores do estudo aconselham as mulheres jovens a acabarem os estudos e a trabalharem durante algum tempo antes de engravidarem. A investigadora sustenta ainda que “não deixe que os marcos importantes da vida como o casamento ou a parentalidade façam com que invista menos nas suas aspirações educativas e de carreira, porque são as mulheres que acabam por abdicar de mais coisas em prol da família”. “O trabalho torna-a mais saudável. Dá-lhe a oportunidade de fazer uma poupança. De igual forma, se acontecer divorciar-se torna-se mais difícil entrar no mercado de trabalho se não possuir uma sólida experiência de trabalho. Não desista da sua educação e emprego”.

 

Os investigadores consideram ainda que as mães mais isoladas poderiam ter acesso a recursos adicionais de transporte e de serviço de creche.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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